

Entre 2024 e 2025, a taxa de formalização das pessoas que trabalham por conta própria (autônomas), estabelecida por meio da inscrição delas no CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica), cresceu na Bahia, depois de dois anos em queda. No ano passado, dos 1,857 milhão de trabalhadores por conta própria no estado, que representavam 28,5% de todas as pessoas ocupadas (3 em cada 10), 257 mil tinham registro no CNPJ, o que equivalia a uma taxa de formalização de 13,8%.
Frente a 2024, quando os autônomos com CNPJ na Bahia eram 195 mil, representando 12,2% de um total de 1,606 milhão, houve aumento de 31,8% no número de trabalhadores por conta própria formalizados no estado (+62 mil) e de 1,6 ponto percentual na taxa de formalização.
Entretanto, mesmo com a retomada do aumento da formalização, a taxa de 13,8%, em 2025, representava apenas 1 em cada 10 dos trabalhadores por conta própria formalizados na Bahia. Não chegava ao patamar de 2023 (quando havia ficado em 14,2%) e seguia bem abaixo do seu ponto máximo na série histórica de 12 anos da PNAD Contínua, atingido em 2022, com 15,7% dos autônomos formalizados.
No Brasil como um todo, o total e a proporção de trabalhadores por conta própria registrados no CNPJ também aumentaram entre 2024 e 2025, passando de 6,550 milhões (25,7% do total de autônomos) para 7,081 milhões (27,1% do total).
A proporção de pessoas ocupadas por conta própria com registro no CNPJ avançou em 19 dos 27 estados, nesse período. As maiores altas na taxa de formalização ocorreram em Santa Catarina (de 35,4% para 41,4%), Goiás (de 30,0% para 34,5%) e Roraima (de 10,9% para 15, 1%). A Bahia teve apenas o 11º aumento.
Com isso, a taxa de formalização dos trabalhadores por conta própria baianos (13,8%) se manteve, em 2025, a 20ª entre as 27 unidades da Federação, ou a 8ª mais baixa, mesma posição que ocupava em 2024. Santa Catarina (41,4%), São Paulo (39,4%) e Distrito Federal (36,8%) lideram esse ranking.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil