

Os credores da Braskem (BRKM5) estão exigindo que Petrobras e o IG4 Capital Group, que controla a empresa, injetem US$ 3 bilhões em capital novo. O movimento é um sinal das crescentes tensões nas negociações para reestruturar cerca de US$ 11 bilhões em dívidas.
Os detentores de títulos rejeitaram um plano de reestruturação apresentado pela Braskem que continha uma redação mais vaga em relação à injeção de capital,
A empresa havia solicitado aos credores que disponibilizassem US$ 2 bilhões, dos quais cerca de US$ 1,25 bilhão seria utilizado para recomprar a dívida existente a até 50% do valor nominal, enquanto os US$ 750 milhões restantes seriam destinados ao capital de giro. A proposta não foi aceita.
A Petrobras, tem se envolvido cada vez mais nas negociações e, embora queira evitar que a Braskem entre com pedido de recuperação judicial, até o momento não se mostra disposta a injetar capital na empresa.
A Braskem vem adiando o problema. Solicitou uma medida cautelar de emergência em junho, ganhando tempo para obter apoio suficiente dos credores a fim de chegar a um acordo sobre uma renegociação extrajudicial da dívida. Em agosto, ela entrou com um pedido de recuperação extrajudicial.
Mas as partes têm até 9 de outubro para chegar a um acordo sobre uma proposta preliminar. É um prazo estratégico e bem no meio do período eleitoral no Brasil. E pode determinar se as negociações continuarão ou se a empresa se aproximará de um processo de falência, uma questão delicada tendo em vista que a Petrobras é uma estatal. Com informações da Bloomberg News.