

As mudanças climáticas associadas ao fenômeno El Niño, que favorece temperaturas mais altas, têm levado as autoridades públicas, como o Ministério da Saúde, a orientar estados e municípios sobre um possível aumento de arboviroses em todo o país. Na Bahia, destacam-se os casos de dengue, zika e chikungunya, transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti. Isso porque o calor, juntamente com a água parada, principalmente em reservatórios sem a devida proteção, oferece um cenário ideal para a reprodução acelerada do Aedes aegypti e, consecutivamente, aumenta os casos dessas doenças.
“Normalmente, a chegada das estações mais quentes, como a primavera e o verão, já cria condições típicas para a reprodução dos mosquitos, mas esse cenário fica ainda pior com o El Niño, uma vez que, em virtude da escassez de chuvas, muitas pessoas optam por armazenar água em reservatórios, baldes e outros utensílios sem vedá-los adequadamente. Por isso, é necessário, nestes próximos meses, redobrar os cuidados e acondicionar a água, quando necessário, de maneira responsável para evitar a proliferação dos mosquitos”, alerta o médico Claudilson Bastos, infectologista e consultor do Sabin Diagnóstico e Saúde.
Além dos cuidados com os reservatórios, a população também deve ficar atenta a evitar água parada em pneus, garrafas, tampinhas, latas e vasos de plantas, vedar as caixas d’água e fazer a manutenção das piscinas adequadamente. Caso haja algum terreno baldio na vizinhança, com potencial para acumular água, os moradores devem acionar a prefeitura ou os órgãos competentes.
Paralelamente às medidas preventivas, o infectologista recomenda que a população se imunize contra a dengue, que tem vacina disponível na rede pública, para grupos prioritários, e na rede privada, como nas unidades do Sabin, para pessoas de 4 a 60 anos de idade. O médico destaca que a vacina é segura e protege contra os quatro tipos do vírus circulantes no Brasil: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4.
Casos de chikungunya crescem 310,8% na Bahia
Dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia apontam que, de janeiro até o dia 15 de setembro de 2026, foram notificados 9.990 casos prováveis de chikungunya no estado, 364,9% a mais do que no mesmo período do ano passado (2.149). Duas mortes foram confirmadas. Ao todo, 201 municípios realizaram notificação de casos da doença, sendo que 22 apresentaram incidência maior do que 100 casos por 100.000 habitantes.
Os casos de zika registraram um leve aumento de 3,2%, saltando de 252 casos em 2025, para 260 casos prováveis este ano, analisando o mesmo período. Já as ocorrências de dengue tiveram uma redução de 16,5%, no comparativo com o ano passado, mas com o registro de 12 mortes. De acordo com a Sesab, as notificações saíram de 27.894 casos, no período de janeiro a 15 de setembro de 2025, para 23.285 casos prováveis este ano.
Sintomas da dengue, zika e chikungunya
O infectologista explica que é importante ficar atento aos sintomas que diferenciam dengue, zika e chikungunya. A dengue costuma provocar febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos, náuseas, vômitos e manchas vermelhas na pele. Nos casos mais graves, podem surgir sangramentos, dor abdominal intensa e dificuldade para respirar.
Já a zika apresenta, geralmente, febre baixa, manchas vermelhas na pele, coceira, olhos vermelhos e dores musculares e articulares. A chikungunya, por sua vez, é marcada, principalmente, por febre alta, dores intensas nas articulações, dor de cabeça, fadiga e manchas vermelhas na pele. “Ao aparecer esses sintomas, a pessoa deve procurar uma unidade de saúde para identificar a doença e iniciar o tratamento mais adequado”, afirma o infectologista e consultor do Sabin.
Exame inovador
Para ajudar na diferenciação dos sintomas e, consecutivamente, em um diagnóstico mais preciso, o Sabin desenvolveu um exame inovador que permite identificar, com uma única amostra de sangue, seis vírus transmitidos pelo Aedes aegypti: dengue, zika, chikungunya, oropouche, febre amarela e Mayaro.
Com o uso da técnica de biologia molecular, por meio do PCR, o exame mostra, com segurança, qual vírus está presente no paciente, auxiliando o médico na escolha do melhor tratamento a ser adotado. Isso ocorre porque o material genético viral pode ser detectado desde os estágios iniciais dos sintomas, a partir do primeiro dia de febre até cinco dias após o início dos sintomas.
O exame está disponível nas unidades do Sabin em Salvador, Camaçari, Lauro de Freitas, Santo Antônio de Jesus, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães e também pelo serviço móvel “Vacinas e Exames Móveis – VEM Sabin”, voltado para pessoas físicas e empresas. Para solicitar o atendimento, é preciso fazer o agendamento virtual por meio do endereço sabin.com.br/agendamentos ou pelo WhatsApp (61) 4004-8002.
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil



