

O Ministério da Fazenda avaliou que o custo das modalidades mais caras de crédito, como cartão e cheque especial, tem pressionado o orçamento das famílias brasileiras. Segundo a pasta, o nível de endividamento está praticamente estável nos últimos três anos.
A análise foi apresentada nesta terça-feira (22), durante a divulgação do boletim macrofiscal do governo. O estudo avaliou o comportamento do crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o núcleo da carteira carregada pelas famílias, as modalidades de crédito e a concentração entre recursos livres e direcionados.
Rafael Leão, subsecretário de política macroeconômica do Ministério da Fazenda, afirmou que o crédito está crescendo numa magnitude “muito moderada” em comparação com outros períodos de maior alavancagem.
“Apesar disso, tem um núcleo do endividamento familiar que é menos relevante dentro da carteira, mas que é caro, incomoda o bolso, especialmente o rotativo, que está rodando aí no patamar de quase 436% ao ano. Você tem o cartão parcelado, cheque especial, enfim, todas as modalidades que encareceram junto com ciclo de alta da política monetári”, disse.
Segundo Leão, o custo dessas modalidades tende a cair conforme a política monetária seja flexibilizada. Na semana passada, o Banco Central reduziu a taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano, no quinto corte consecutivo.
“Conforme a política monetária vai se flexibilizando, vai afrouxando esse aperto, especialmente nessas modalidades mais caras”, destacou o subsecretário.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil