

A anunciada renovação da frota de ônibus de Salvador, com 226 novos veículos entrando em operação nesta segunda-feira (21), segundo a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), só foi possível graças ao governo federal que injetou R$264 milhões pelo Novo PAC-Refrota, através do BNDES. “O grupo do prefeito Bruno Reis, para favorecer a campanha política do ex-prefeito ACM Neto, está escondendo que o dinheiro veio do Governo Lula, que tem responsabilidade social e governa para todo o país, não só para as prefeituras parceiras. Isso é ser um estadista. O prefeito precisa calçar a sandália da humildade e reconhecer que, ao contrário do que ele vive dizendo, Salvador não caminha com as próprias pernas”, declarou.
Segundo ela, “a prefeitura atuou justamente no sentido inverso, deixando a frota sucatear, os usuários amargando durante anos ônibus velhos, barulhentos e sem ar condicionado, para agora, às vésperas das eleições, anunciar como um grande feito da gestão, omitindo que o financiamento foi federal e que a garantia também é da União”. Além disso, observou Aladilce, a prefeitura retirou várias linhas de ônibus nos últimos anos, prejudicando a população e esvaziando vários segmentos do comércio, como o da Avenida Baixa dos Sapateiros.
Rui Costa assinou
“A mobilidade é disparada um dos grandes problemas em Salvador, por conta da péssima gestão do sistema de ônibus”, reforçou. A nova frota fará integração com os modernos sistemas do Metrô e do VLT, operados pelo governo estadual.
Detalhe, acrescentou a vereadora da tribuna da Câmara, na sessão ordinária: “O Novo PAC, na época da aprovação e contratação deste financiamento, era coordenado pelo ex-governador Rui Costa (PT), como ministro da Casa Civil, hoje candidato ao Senado pelo Time de Lula na Bahia”. Os novos ônibus financiados pelo governo federal são climatizados, equipados com acessibilidade e motores Euro 6, que reduz a emissão de poluentes.
Segundo Aladilce, os ônibus já estavam estocados na cidade, na região do Acesso Norte, aguardando o período eleitoral para colocar em operação, como se fosse uma iniciativa exclusiva da gestão municipal.



