

O Censo Demográfico mostrou que, em 2022, na Bahia, 7,9% da população de 2 anos ou mais de idade tinham alguma deficiência.
Isso significa que 1.094.632 pessoas, no estado, tinham grande dificuldade ou não conseguiam de modo algum enxergar; e/ou ouvir; e/ou andar ou subir degraus; e/ou pegar pequenos objetos, abrir e fechar tampas de garrafas (em todos os casos mesmo usando aparelhos de auxílio); e/ou tinham dificuldade permanente para se comunicar, realizar cuidados pessoais, trabalhar, estudar etc.
Os dados de trabalho e renda do Censo 2022 também revelam que, dentre as pessoas com deficiência na Bahia, 1.041.674 (95,2% do total) tinham 14 anos ou mais de idade, ou seja, estavam em idade de trabalhar, mas apenas 1 em cada 4 delas (25,2% ou 262 mil) de fato trabalhavam em ocupações formais ou informais.
Essa proporção de pessoas trabalhando, chamada nível da ocupação, era praticamente o dobro na população sem deficiência, onde 49,2% das pessoas em idade de trabalhar estavam ocupadas.
Embora importante, a desigualdade no acesso ao trabalho entre pessoas com e sem deficiência na Bahia era um pouco menor do que no Brasil como um todo, onde 29,0% das que tinham deficiência e idade para trabalhar estavam ocupadas (3,974 milhões de um total de 13,709 milhões), frente a 55,8% daquelas sem deficiência.
A desigualdade baiana era a 12ª entre os 27 estados, num ranking liderado por Santa Catarina (32,1% das pessoas com deficiência e 65,8% das sem deficiência trabalhavam), Rio Grande do Sul (27,8% e 60,7%) e Paraná (30,2% e 60,7%).
A população baiana com deficiência tinha um rendimento mensal domiciliar per capita médio de R$ 991, 9,6% abaixo do verificado na população sem deficiência no estado (R$ 1.097). Ainda que significativa, essa diferença também era bem menor do que no Brasil como um todo, onde, em 2022, o rendimento domiciliar per capita das pessoas com deficiência era 19,2% menor do que o das sem deficiência: R$ 1.354 e R$ 1.677.
Distrito Federal (-29,0% para as pessoas com deficiência), São Paulo (-21,6%) e Rio Grande do Sul (-19,5%) tinham as maiores desigualdades nessa renda; enquanto Amazonas (-0,2%), Maranhão (-1,9%) e Roraima (-2,1%) tinham as menores.
Foto: Ascom