

O senador Jaques Wagner (PT) endossou a avaliação recente feita pelo diretor da Quaest, Felipe Nunes, de que o “ódio ao PT” não surgiu de erros dos governos Lula e Dilma e, sim, dos acertos que tiraram o pobre da miséria no Brasil. “Os melhores momentos da economia e da sociedade brasileira foram quando a gente implementou uma economia de mercado. As pessoas com dinheiro no bolso, indo comprar na feira, no comércio, na loja de roupa e na loja de material de construção”, constatou Wagner, em sabatina ao Política Ao Vivo, nesta quinta-feira (17).
Para o senador, um dos sintomas da rejeição que o partido sofre tem se manifestado no discurso contra o fim da escala 6×1, atualmente em debate no Senado Federal. “Todos que são contra dizem: ‘vai acabar a economia’. Não vai acabar a economia, vai aumentar a produtividade. Se a empresa lhe trata bem e lhe dá uma condição favorável, você trabalha com gosto e aumenta a produtividade”, rebateu.
Wagner explicou que a origem dessa narrativa é algo histórico, propagado pela elite brasileira desde a abolição da escravidão e da era Vargas. “Na época da abolição da escravidão, os privilegiados diziam o quê? Se acabar com a escravidão, a economia brasileira vai arrebentar. Depois veio Getúlio, que criou o salário mínimo e a carteira de trabalho assinada, e o discurso foi o mesmo”, comparou.
O problema hereditário, de acordo com Wagner, acaba respingando em Lula nos dias atuais, sobretudo diante dos feitos dos governos petistas, como a valorização do salário mínimo, o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. Por isso, o senador se colocou na linha de frente pela reeleição do presidente: “O eleitor não precisa gostar do Lula, tem que gostar do que ele representa para o Brasil. Ele fez e faz muito pelo país e pela Bahia”, concluiu.
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