

Empresas brasileiras prejudicadas pelo tarifaço norte-americano e pelos reflexos da guerra no Oriente Médio já podem solicitar crédito ao Plano Brasil Soberano. O BNDES abriu, nesta quinta-feira (17), o protocolo de habilitação ao programa, que disponibiliza R$ 22,6 bilhões em financiamentos.
Essa é a terceira fase da iniciativa, criada em meados de 2025 como resposta à sobretaxação imposta pelos Estados Unidos a exportadores nacionais. Uma segunda etapa, lançada em março deste ano, havia ampliado o benefício para empresas prejudicadas pelo conflito no Oriente Médio.
Na etapa atual, o crédito contempla três grupos. O primeiro reúne exportadoras e fornecedoras afetadas pelas tarifas americanas. O segundo abrange setores industriais estratégicos voltados ao comércio exterior ou à transição para uma economia de baixo carbono, como os ramos têxtil, químico, farmacêutico, automotivo, de minerais críticos e de máquinas e equipamentos. Já o terceiro grupo contempla exportadoras e fornecedoras que negociam com países do Golfo Pérsico, entre eles Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Irã.
Para aderir ao programa, as empresas impactadas pelo tarifaço ou pela guerra precisam comprovar que pelo menos 1% do faturamento vem do comércio com os países envolvidos. Os recursos, que somam R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 9,1 bilhões do BNDES, serão destinados ao capital de giro, à compra de máquinas e equipamentos e a projetos de investimento. Os juros variam de 4,3% a 17,5% ao ano, conforme o porte da empresa e o uso do crédito.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil



