

Os contratos assinados entre a produtora Go Up e os trabalhadores que atuaram na produção do filme “Dark Horse” revelam que a empresa submeteu os funcionários a um acordo de confidencialidade que prevê multa de R$ 1 milhão e uma obrigação “imprescritível e irrevogável” em manter sigilo sobre informações do filme e da empresa. Os documentos foram entregues aos investigadores da Polícia Federal que apuram o financiamento do filme por parte do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Os acordos foram assinados por diversos trabalhadores vinculados ao filme, de atores a até mesmo uma estagiária. Todos obedecem um texto padronizado que estabelece que a revelação de qualquer informação da produtora a terceiros sujeitaria o contratado ao pagamento de perdas e danos, honorários advocatícios e uma multa de R$ 1 milhão. O valor é o mesmo em todos os documentos.
Segundo o documento, é considerada informação sigilosa “todas as informações, dados, documentos, filmes, imagens e números a respeito de pessoas (inclusive o vazamento de nomes), empresas, contratos e parcerias, documentos, especificações técnicas ou comerciais, segredos empresariais, demonstrações financeiras, projeções, dados contábeis e fiscais”.
Um dos itens do acordo também prevê que o termo é “imprescritível e irrevogável”, isto é, o contratado aceitava ficar em silêncio sobre essas informações indefinidamente. Nos contratos identificados pelo GLOBO, a data de assinatura foi desde 24 de junho a 21 de outubro de 2025. (O Globo)
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