
As chances de ocorrer um “super El Niño” já superam 90% na mais recente projeção do Climate Prediction Center (CPC/NOOA), agência federal dos Estados Unidos. O fenômeno climático que aquece as águas do oceano Pacífico vai permanecer ativo entre a segunda metade de 2026 até o início de 2027.
Conforme a agência, há uma probabilidade de 75% de o El Niño ser o mais forte registrado desde 1950. Em agosto, as anomalias das temperaturas no Pacífico já superavam 3º celsius.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) alertou que, no Brasil, o fenômeno ocasiona chuvas abaixo da média nas regiões Norte e Nordeste. Esse regime de escassez pode reduzir os níveis dos rios, afetar a navegação e o abastecimento de água.
O efeito mais comum do El Niño são chuvas abaixo da média e períodos de seca em áreas do semiárido baiano. Já há regiões no estado em situação de seca e evoluindo para seca severa.
A chegada do El Niño ameaça afetar duramente a produção de grãos da Bahia O fenômeno tem chance alta de afetar a região Oeste, com redução de chuvas.
O fenômeno acentua o desequilíbrio no clima do planeta. Entre os efeitos esperados estão impulsionar a demanda por energia, prejudicar a produtividade das lavouras e reacender pressões inflacionárias.