

Em julho, a produção industrial da Bahia teve leve crescimento em relação ao mês anterior, junho (0,4%), na comparação com ajuste sazonal, que exclui possíveis influências de calendário e eventos que se repetem anualmente e podem interferir no desempenho da indústria. O estado contou com resultado positivo nesse comparativo pelo segundo mês seguido, embora registrando desaceleração frente à alta apresentada entre maio e junho (1,6%).
O desempenho da indústria baiana ficou levemente acima do visto no país como um todo (0,2%) e foi o 7º maior entre os 15 locais com informações nessa comparação, sendo que, destes, 8 tiveram resultados positivos. Os maiores índices foram registrados em Amazonas (14,6%), Espírito Santo (2,0%) e Rio Grande do Sul (1,2%). Por outro lado, Mato Grosso (-9,0%), Pará (-4,5%), Ceará (-1,8%) e Pernambuco (-1,8%) tiveram as principais retrações.
É o que mostram os resultados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, do IBGE. Apesar da alta entre junho e julho de 2026, na comparação com julho de 2025, a produção industrial da Bahia seguiu em queda (-4,3%) pelo terceiro mês consecutivo.
O resultado da Bahia ficou abaixo do nacional (-0,5%) e foi o 5º pior índice entre os 18 locais que têm informações nesse confronto. As maiores quedas foram registradas por Pará (-8,9%), Maranhão (-6,3%) e Rio Grande do Norte (-4,5%). Somente 6 locais apresentaram crescimento no comparativo, liderados por Espírito Santo (12,8%), Rio Grande do Sul (7,0%) e Rio de Janeiro (3,3%).
Assim, a indústria baiana segue com queda acumulada (-4,9%) na produção entre janeiro e julho de 2026, frente ao mesmo período do ano passado. O índice está bem abaixo do nacional (1,1%) e é o 3º pior entre os 18 locais pesquisados, à frente apenas do Rio Grande do Norte (-12,4%) e Maranhão (-6,2%).
Nos 12 meses encerrados em julho, a produção da Bahia também manteve queda (-2,9%), abaixo do índice nacional (0,6%) e com a 5ª retração mais intensa entre os 18 locais pesquisados, 11 dos quais apresentaram resultados negativos.
Com quedas em 6 dos 10 ramos da transformação, retração da produção baiana, em julho, foi puxada pelos produtos químicos (-16,6%)
A queda na produção industrial da Bahia em julho/26 frente a julho/25 (-4,3%) foi consequência somente da retração na indústria de transformação (-4,7%, terceira seguida), já que a indústria extrativa seguiu em alta (1,8%, quarta consecutiva).
A fabricação de produtos químicos (-16,6%) apresentou a maior queda e deu a maior contribuição para o resultado geral da indústria baiana em julho. A atividade cai há três meses e tem resultado negativo no acumulado em 2026 (-6,4%).
Segmento de maior peso na estrutura industrial do estado, a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-4,8%) registrou apenas a quarta maior retração entre as atividades, mas teve a segunda principal influência negativa no resultado geral da indústria da Bahia, em julho. A atividade apresentou o seu terceiro resultado negativo consecutivo e também tem importante queda acumulada no ano (-8,1%).
Por outro lado, entre os quatro segmentos com resultados positivos em julho, na Bahia, a fabricação de produtos alimentícios (1,9%), que teve o terceiro maior aumento, deu a principal contribuição para segurar a queda geral do setor no estado. A atividade cresce consecutivamente há 11 meses (desde setembro de 2025) e tem a maior alta acumulada em 2026 (6,3%).
A segunda principal influência positiva na indústria baiana, em julho, veio da fabricação de celulose, papel e produtos de papel (3,8%), que teve o segundo maior crescimento entre as atividades pesquisadas. O segmento mostrou o seu segundo aumento consecutivo, mas ainda tem queda acumulada no ano (-2,3%).
A maior alta entre as atividades foi registrada pela fabricação de produtos de minerais não metálicos (7,4%), que tem um peso menor na composição da indústria baiana. O segmento cresce seguidamente há três meses e tem aumento de produção acumulado em 2026 (2,6%).
Foto: Adenilson Nunes/ Gov Ba