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NEPAL PROCURA 900 TRABALHADORES DESAPARECIDOS APÓS DESASTRE

VICTOR OLIVEIRA - 07/09/2026 14:33

Equipes de resgate do Nepal intensificaram, nesta segunda-feira (7), as buscas por cerca de 900 trabalhadores de projetos hidrelétricos desaparecidos após as enchentes que atingiram a região do Himalaia.

Segundo as autoridades, aproximadamente 121 pessoas podem estar presas em túneis de usinas hidrelétricas. Os locais são considerados pontos prioritários para as equipes, devido à possibilidade de ainda haver bolsas de ar ou espaços onde sobreviventes possam estar abrigados.

A operação ganhou esperança após quatro pessoas serem encontradas com vida nos últimos dias. Entre os sobreviventes está um cidadão chinês, retirado de um túnel no sábado (5).

Também foram resgatados dois trabalhadores de uma usina hidrelétrica e uma mulher nepalesa localizada dentro de uma casa soterrada.

Em Chilime, no distrito de Rasuwa, as equipes concentram esforços para localizar quatro dos seis trabalhadores desaparecidos em um projeto hidrelétrico. Equipamentos especializados foram disponibilizados para permitir o acesso aos túneis.

As enchentes começaram em 26 de agosto, após o desabamento de parte de uma geleira provocar uma grande quantidade de lama e rochas em um rio localizado na fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China.

A força da água atingiu cidades e vilarejos, além de destruir estradas e cobrir diversas áreas com lama e detritos.

De acordo com as autoridades, pelo menos 1.380 pessoas morreram no Nepal e no Tibete, enquanto mais de 5.500 continuam desaparecidas.

Diante da dimensão da tragédia, o Nepal pediu ajuda internacional. Entre os equipamentos solicitados estão drones, pontes, kits para identificação por DNA e materiais específicos para operações de busca dentro de túneis.

A operação ocorre no 13º dia após o desastre, período que também marca o fim tradicional do luto em alguns ritos hindus.

Na China, as equipes seguem trabalhando na localização de centenas de desaparecidos no Tibete, incluindo turistas estrangeiros que estavam em áreas de peregrinação.

O governo chinês informou que continuará compartilhando informações sobre as operações de busca e resgate.

Foto: ARUN SANKAR / AFP

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