sábado, 05 de setembro de 2026
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APÓS LICENÇA DO IBAMA, PETROBRAS PLANEJA PERFURAÇÃO DE NOVOS POÇOS NA FOZ DO AMAZONAS

João - 05/09/2026 07:58 - Atualizado 05/09/2026

A exploração de petróleo na Margem Equatorial entra em uma etapa mais ampla. O Ibama retificou a Licença de Operação nº 1684 e autorizou a Petrobras a perfurar três novos poços contingentes — Manga, Crotalus e Morpho Extensão — além da conclusão do poço Morpho, já em andamento. Com isso, a companhia deixa para trás a fase inicial de perfuração única e passa a executar um plano de quatro perfurações no bloco FZA-M-59, localizado na costa do Amapá.

Segundo a estatal, o próximo passo será o planejamento das ações para dar continuidade às atividades exploratórias. A expectativa é que, caso os resultados confirmem a viabilidade comercial, a produção possa começar em até sete anos, consolidando a Margem Equatorial como uma das áreas mais promissoras para o futuro energético do Brasil.

O Ministério Público Federal apontou divergências entre as informações apresentadas pelo Ibama em audiência e os documentos oficiais. Em abril de 2025, representantes do órgão afirmaram que a atividade seria pontual, com duração de cerca de seis meses. No entanto, os documentos administrativos indicam uma campanha de quatro poços, com atividades previstas até 2029.

Para o MPF, essa diferença compromete a transparência do processo e dificulta a avaliação dos impactos ambientais. O órgão alerta que uma operação prolongada pode gerar impactos acumulados sobre a fauna marinha, a pesca artesanal e comunidades tradicionais da região.

A ampliação da campanha exploratória na Foz do Amazonas tem grande relevância econômica para o Brasil. Caso os resultados confirmem a viabilidade comercial dos poços, a produção pode começar em até sete anos, abrindo uma nova fronteira energética capaz de fortalecer as reservas nacionais de petróleo.

A entrada da região no mapa da indústria petrolífera brasileira pode diversificar a economia local, impulsionar cadeias produtivas e consolidar o país como um dos grandes competidores globais no setor de energia.

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