

Com as provas marcadas para 8 e 15 de novembro, faltam menos de 70 dias para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. Neste momento, uma das principais dúvidas dos estudantes é como organizar a reta final e definir prioridades. Para ajudar nessa preparação, o Bernoulli Educação realizou um levantamento das provas aplicadas entre 2014 e 2025, considerando as questões objetivas de todas as disciplinas, e identificou quais conteúdos apareceram com maior frequência no exame.
A análise mostra tendências importantes da prova e pode servir como um guia para que os candidatos distribuam melhor o tempo de revisão. Entre os destaques, 91,67% das questões de Inglês cobraram compreensão e interpretação de textos. Em Português, interpretação, semântica e intertextualidade representaram 39,09% das questões. Em Biologia, ecologia e meio ambiente lideram o ranking (24,73%) e, em Matemática, os conteúdos mais recorrentes foram matemática financeira e estatística (23,15%). O levantamento completo está disponível pelo link.
Temas mais cobrados no Enem (2014–2025)
Levantamento produzido pelo Bernoulli Educação
Disciplina Conteúdo mais recorrente Frequência
Inglês Compreensão e interpretação de textos 91,67%
Espanhol Compreensão e interpretação de textos 73,33%
Português Interpretação de textos, semântica e intertextualidade 39,09%
Geografia Globalização, tecnologias, comércio e transportes 17,30%
História História Moderna 15,09%
Filosofia Pensamento ético e político contemporâneo 21,21%
Sociologia Cultura e patrimônio cultural 26,50%
Química Química orgânica, polímeros e biomoléculas 24,86%
Física Eletricidade 19,65%
Biologia Ecologia e meio ambiente 24,73%
Matemática Matemática financeira e estatística 23,15%
“Quando analisamos as provas em conjunto, percebemos que o Enem não privilegia a memorização. Mesmo quando um conteúdo aparece com frequência, ele é apresentado em contextos diferentes e exige que o estudante interprete informações, estabeleça relações e resolva problemas. Esse padrão se mantém ao longo dos anos”, destaca o diretor-executivo das unidades escolares do Bernoulli Educação, Marcos Raggazzi.
Cinco tendências reveladas por 12 anos de Enem
Além de identificar o que mais tem caído no exame, o levantamento evidencia algumas características da prova ao longo dos últimos anos:
* A interpretação continua sendo uma das competências mais valorizadas. Em Português, Inglês e Espanhol, a ampla maioria das questões exige compreensão e interpretação de textos, reforçando que o exame prioriza a capacidade de leitura e análise, e não apenas o domínio de regras gramaticais.
* O Enem privilegia a contextualização dos conteúdos. Em disciplinas como Geografia, Sociologia e Biologia, os temas mais frequentes dialogam diretamente com questões do cotidiano, como globalização, meio ambiente, cultura e sociedade, exigindo que o estudante relacione a teoria com situações reais.
* Matemática e Ciências da Natureza valorizam aplicações práticas. Questões de matemática financeira, estatística, eletricidade, ecologia e química orgânica demonstram a preferência da prova por situações-problema e contextos próximos da realidade dos estudantes.
* O histórico ajuda a direcionar a preparação, mas não substitui um cronograma completo. Conhecer os conteúdos mais recorrentes ajuda a se organizar melhor especialmente na reta final de estudos, quando as revisões se intensificam.
De acordo com Raggazzi, os dados ajudam a compreender o perfil do exame, mas não devem ser interpretados como uma lista de conteúdos que certamente estarão presentes na próxima edição. “O levantamento permite identificar tendências importantes da prova e pode auxiliar na organização dos estudos na reta final. No entanto, ele deve ser utilizado como um guia estratégico, e não como uma lista de apostas. O Enem avalia competências e habilidades construídas ao longo da formação e pode cobrar qualquer tópico previsto na matriz do exame.”
Nos últimos meses que antecedem ao exame, a recomendação, segundo o diretor, é combinar o estudo dos conteúdos mais recorrentes com a resolução de provas anteriores e simulados, além de reforçar a revisão dos temas em que o estudante apresenta maior dificuldade, priorizando aqueles que são recorrentes nas provas e apresentam baixo grau de dificuldade, pois podem gerar muitos pontos de acordo com a TRI. A análise histórica funciona como um direcionamento estratégico, mas não substitui uma preparação ampla e consistente para o exame.
Crédito: Pedro Vilela Agência i7