

A divulgação de informações relacionadas à investigação sobre a relação entre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, provocou grande movimentação nas redes sociais.
Segundo levantamento do Instituto Democracia em Xeque, foram registradas 1,1 milhão de publicações sobre o caso em 24 horas. O maior volume ocorreu aproximadamente nove horas depois do início da divulgação das mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro, por volta das 20h de terça-feira (1º).
No período de maior movimentação, mais de 84 mil publicações foram feitas em apenas uma hora. A maior parte das manifestações foi registrada na plataforma X.
O levantamento contabilizou ainda 120 mil autores diferentes e aproximadamente 11,8 milhões de interações relacionadas ao assunto.
De acordo com o Instituto Democracia em Xeque, perfis identificados com a direita concentraram a maior parcela das publicações sobre o episódio.
A repercussão, segundo o levantamento, também ultrapassou a registrada em outros temas políticos que tiveram grande alcance nas redes sociais ao longo dos últimos 12 meses.
Entre os exemplos está a repercussão da cinebiografia de Jair Bolsonaro, “Dark Horse”, que contou com recursos de Daniel Vorcaro. O assunto registrou cerca de 911 mil mensagens em 24 horas, em maio.
Outro caso citado é o de Lulinha, que alcançou mais de 180 mil publicações em um único dia, em agosto.
O levantamento aponta diferenças na forma como os grupos políticos abordaram o caso envolvendo Moraes e Vorcaro.
Entre perfis alinhados à direita, o episódio foi utilizado principalmente para defender a adoção de medidas políticas e judiciais contra o ministro do STF.
Já entre usuários identificados com a esquerda, a repercussão teria se concentrado principalmente na atuação do ministro André Mendonça na condução do caso.
Segundo o instituto, a discussão nas redes sociais não ficou restrita às informações sobre a relação entre Moraes e Vorcaro, mas também passou a envolver diferentes interpretações políticas sobre a investigação e seus possíveis desdobramentos.
Foto: Antonio Augusto/STF e Divulgação



