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ASSOCIAÇÕES DE PRODUTORES DA REGIÃO OESTE ELABORAM AGENDA PARA O FUTURO GOVERNADOR DA BAHIA. VEJA OS PONTOS PRINCIPAIS

Redação - 24/08/2026 20:10 - Atualizado 24/08/2026

A Aliança do Agro Oeste da Bahia, instituição  formada por 14 associações da Região Oeste da Bahia, vinculadas à cadeia produtiva, elaboraram uma agenda conjunta com propostas para os candidatos ao Governo do Estado para o período de 2027 a 2030. O portal Bahia Econômica teve acesso ao documento “Desenvolvendo o Futuro do Oeste – Desafios Estruturantes para a Competitividade Regional (2027–2030)”, que reúne diagnósticos e soluções relacionadas a logística, energia, segurança jurídica, recursos hídricos, pesquisa, crédito, cooperativismo e agroindustrialização.

O documento diz que a produção regional ganhou força na região, alcançou elevada eficiência produtiva “da porteira para dentro”, mas ainda enfrenta gargalos estruturais “da porteira para fora” que limitam a expansão da produção, dos investimentos e da geração de valor dentro do próprio estado.

Segundo eles, a logística é apontada como principal gargalo, especialmente infraestrutura  e energia. O documento também reivindica melhorias nas principais rodovias utilizadas para o escoamento da produção, incluindo BR-242, BR-020 e BR-135.

E dizem que são os produtores que vêm financiando a manutenção de estradas vicinais por meio do programa Patrulha Mecanizada. As associações mostram no documento a pujança da região e lembra que entre as 50 maiores cidades produtoras agrícolas do Brasil, sete estão na Bahia, sendo seis localizadas no Oeste.

As propostas estão organizadas em dez diretrizes para o próximo governo:

Expansão dos modais ferroviário e portuário;

Reestruturação da malha rodoviária e dos acessos;

Estabilidade energética, segurança e conectividade rural;

Aplicação uniforme da legislação fundiária;

Modernização das normas e custos cartorários;

Segurança e transição tributária;

Modernização dos processos ambientais e hídricos;

Desenvolvimento científico e tecnológico;

Incentivos à agroindustrialização;

Cooperativismo, aprendizagem e assistência técnica.

Por fim, as entidades afirmam que é preciso estabelecer uma agenda permanente de diálogo com o Poder Executivo estadual e transformar os gargalos identificados em políticas públicas capazes de sustentar o crescimento da agropecuária regional e ampliar sua contribuição para a economia da Bahia.

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