

A Aliança do Agro Oeste da Bahia, instituição formada por 14 associações da Região Oeste da Bahia, vinculadas à cadeia produtiva, elaboraram uma agenda conjunta com propostas para os candidatos ao Governo do Estado para o período de 2027 a 2030. O portal Bahia Econômica teve acesso ao documento “Desenvolvendo o Futuro do Oeste – Desafios Estruturantes para a Competitividade Regional (2027–2030)”, que reúne diagnósticos e soluções relacionadas a logística, energia, segurança jurídica, recursos hídricos, pesquisa, crédito, cooperativismo e agroindustrialização.
O documento diz que a produção regional ganhou força na região, alcançou elevada eficiência produtiva “da porteira para dentro”, mas ainda enfrenta gargalos estruturais “da porteira para fora” que limitam a expansão da produção, dos investimentos e da geração de valor dentro do próprio estado.
Segundo eles, a logística é apontada como principal gargalo, especialmente infraestrutura e energia. O documento também reivindica melhorias nas principais rodovias utilizadas para o escoamento da produção, incluindo BR-242, BR-020 e BR-135.
E dizem que são os produtores que vêm financiando a manutenção de estradas vicinais por meio do programa Patrulha Mecanizada. As associações mostram no documento a pujança da região e lembra que entre as 50 maiores cidades produtoras agrícolas do Brasil, sete estão na Bahia, sendo seis localizadas no Oeste.
As propostas estão organizadas em dez diretrizes para o próximo governo:
Expansão dos modais ferroviário e portuário;
Reestruturação da malha rodoviária e dos acessos;
Estabilidade energética, segurança e conectividade rural;
Aplicação uniforme da legislação fundiária;
Modernização das normas e custos cartorários;
Segurança e transição tributária;
Modernização dos processos ambientais e hídricos;
Desenvolvimento científico e tecnológico;
Incentivos à agroindustrialização;
Cooperativismo, aprendizagem e assistência técnica.
Por fim, as entidades afirmam que é preciso estabelecer uma agenda permanente de diálogo com o Poder Executivo estadual e transformar os gargalos identificados em políticas públicas capazes de sustentar o crescimento da agropecuária regional e ampliar sua contribuição para a economia da Bahia.