

ACM Neto (União Brasil) afirmou nesta quarta-feira (19) que pretende ampliar a independência dos mecanismos de fiscalização do governo da Bahia caso seja eleito. Durante sabatina da TV Band, em Salvador, o candidato ao Palácio de Ondina disse que a Controladoria do Estado deverá ter autonomia para investigar possíveis irregularidades sem influência política.
A proposta foi apresentada no mesmo dia em que Neto foi questionado sobre a Operação Overclean e sua relação com pessoas citadas nas investigações. O candidato negou qualquer participação no caso.
“Eu não tenho nada a ver com a Overclean. Nunca tive nenhum envolvimento, nunca fui investigado, nunca houve nenhuma denúncia contra mim”, declarou durante sabatina promovida pela TV Band, em Salvador.
A operação investiga um esquema envolvendo contratos públicos e tem entre os alvos o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”. Ele aparece entre as 25 pessoas indiciadas pela Polícia Federal no primeiro relatório da investigação. Agora, cabe à Procuradoria-Geral da República avaliar se apresentará denúncia.
A ligação política entre Moura e ACM Neto passou a ser alvo de questionamentos em razão das relações atribuídas ao empresário com o candidato e integrantes de sua família.
O caso também alcança políticos de diferentes grupos. No Supremo Tribunal Federal, tramitam investigações contra os deputados Elmar Nascimento (União Brasil-BA), Dal Barreto (União Brasil-BA), Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) e Vicentinho Júnior (PSDB-TO). Nenhum dos quatro foi indiciado no primeiro relatório da Overclean.
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