

A Bahia foi o estado que mais recebeu recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, foram contratados R$ 5,68 bilhões em financiamentos para empreendimentos baianos, o equivalente a 21,4% dos R$ 26,5 bilhões liberados pelo fundo em toda a região no período.
O volume coloca a Bahia na liderança do ranking de estados beneficiados pelo FNE, à frente do Ceará, que contratou R$ 3,68 bilhões. Juntos, os dois estados responderam por quase um terço de todo o crédito disponibilizado pelo fundo nos primeiros seis meses do ano.
No total, o FNE registrou R$ 26,5 bilhões em contratações no primeiro semestre, crescimento de 3,8% em relação ao mesmo período de 2025. O montante representa 50,4% do orçamento previsto para o fundo em 2026, de R$ 52,6 bilhões.
Administrado pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e operado pelo Banco do Nordeste (BNB), o FNE tem como objetivo ampliar o acesso ao crédito e estimular investimentos e atividades produtivas na região.
Comércio e serviços puxam demanda
Entre os setores que mais buscaram financiamento no primeiro semestre, comércio e serviços aparecem na liderança, com R$ 7,46 bilhões contratados, correspondentes a 28,2% do total.
A pecuária ficou com R$ 6,04 bilhões, seguida pela agricultura, com R$ 5,06 bilhões, e pela infraestrutura, que recebeu R$ 4,13 bilhões. Somados, esses quatro segmentos concentraram cerca de 86% dos recursos contratados pelo FNE no período.
Na indústria, foram contratados R$ 2,06 bilhões, enquanto o turismo recebeu R$ 1,07 bilhão. A agroindústria ficou com R$ 613,5 milhões.
Bahia concentra maior fatia dos recursos
A posição de liderança da Bahia reforça a importância do estado na carteira de financiamentos do FNE. Os R$ 5,68 bilhões destinados aos empreendimentos baianos representam mais de um quinto de todo o crédito contratado pelo fundo no primeiro semestre.
Depois da Bahia e do Ceará, os maiores volumes foram registrados no Maranhão, com R$ 3,02 bilhões; Pernambuco, com R$ 2,59 bilhões; Paraíba, com R$ 2,58 bilhões; Sergipe, com R$ 2,23 bilhões; Piauí, com R$ 2,21 bilhões; Minas Gerais, com R$ 1,78 bilhão; Alagoas, com R$ 1,07 bilhão; Rio Grande do Norte, com R$ 1,04 bilhão; e Espírito Santo, com R$ 593,9 milhões.
Foto: José Cruz/Agência Brasil