sábado, 08 de agosto de 2026
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PL MANTÉM VICE DE FLÁVIO BOLSONARO APESAR DE CRÍTICAS E POLÊMICAS

Hugo Leite - 08/08/2026 10:00

A cúpula do PL não trabalha, ao menos neste momento, com a possibilidade de retirar Alfredo Gaspar (PL-AL) da chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O deputado foi anunciado como candidato a vice-presidente na quarta-feira (5), mas a escolha provocou contrariedade entre aliados que esperavam uma mulher para ocupar a vaga.

A reação foi mais forte entre integrantes da ala feminina do partido. Durante a pré-campanha, o próprio Flávio havia sinalizado preferência por uma mulher. A ideia era que a escolha ajudasse a ampliar a candidatura e aproximasse o senador de eleitoras que ainda demonstram resistência ao bolsonarismo.

A definição de Gaspar também trouxe para o centro da campanha dois assuntos que envolvem o deputado: uma acusação de estupro de vulnerável, que ele nega, e questionamentos sobre uma emenda Pix de aproximadamente R$ 6,2 milhões destinada ao município de São José da Laje (AL).

Aliados de Flávio dizem que as duas questões eram conhecidas antes da escolha. Mesmo assim, o grupo responsável pela candidatura decidiu seguir com Gaspar e afirma ter confiança no deputado.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), têm descartado uma mudança na composição da chapa. Segundo um dirigente da legenda, ouvido sob reserva, uma substituição só ocorreria se o próprio Gaspar desistisse da candidatura.

A campanha agora tenta aparar as arestas que surgiram em torno do vice antes do início da propaganda eleitoral, em 16 de agosto. A preocupação é que os episódios sejam usados pelos adversários para atingir Flávio e acabem ocupando espaço maior do que a própria apresentação da chapa.

A acusação de estupro é a principal preocupação. O caso foi levado à Polícia Federal em março pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), durante a fase final da CPMI do INSS, que tinha Gaspar como relator.

Os dois parlamentares pediram que fosse investigada a suspeita de que o deputado tivesse mantido relação sexual com uma adolescente de 13 anos, que posteriormente teria engravidado. A PF pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para abrir um inquérito.

O procedimento tramita sob sigilo e está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. Até agora, o Supremo não autorizou a abertura da investigação.

Gaspar contesta a acusação. Segundo ele, os fatos apresentados pelos parlamentares dizem respeito a seu primo, e não a ele. O deputado afirma que o parente, quando menor de idade, teve uma relação consensual com outra menor, que engravidou.

Na quinta-feira (6/8), Alfredo Gaspar recorreu ao STF para tentar acelerar a realização de um exame genético. A defesa pediu a coleta de material para um teste de DNA, com o objetivo de verificar se o deputado é o pai da criança citada na acusação. A equipe jurídica da campanha do PL, segundo interlocutores, também passou a monitorar o caso. (Metropóles)

 

Foto: Reprodução/ Youtube.

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