

A 6ª edição do ÌYÁ’S – Festival de Arte de Mulheres Negras começa nesta segunda-feira (10), em Salvador, com programação realizada em parceria com a Prefeitura de Salvador, por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM). Até o dia 15 de agosto, o festival ocupará espaços culturais e escolas municipais da capital com espetáculos, oficinas, mesas temáticas, performances, literatura, grafite, apresentações musicais e feira de empreendedoras negras.
Com o tema “O pulsar de vida das mulheres negras que acolhem e guerreiam!”, o evento busca valorizar a produção artística de mulheres negras e ampliar o acesso da população a atividades culturais em diferentes territórios da cidade. As ações acontecem no Espaço Cultural da Barroquinha, nos Espaços Boca de Brasa Centro e Valéria e nas escolas municipais Deputado Gersino Coelho, em Narandiba, e Maria Constança, em Mata Escura.
A programação tem início com atividades formativas na Escola Municipal Deputado Gersino Coelho, onde estudantes participam das oficinas “Memória do Eu’s”, com Eddy Veríssimo, e “Teatro e Afeto: individualidades por meio da arte”, com Jéssica Sampaio. A proposta é aproximar a arte do ambiente escolar e conectar as estudantes aos processos criativos das artistas participantes do festival.
Entre os destaques da programação está a abertura da exposição “Sobejo: memória de uma década”, no Espaço Cultural da Barroquinha, seguida da apresentação do espetáculo “Reboco”, da Cia da Mata. A montagem utiliza a dança para abordar processos de construção da identidade por meio de memórias e vivências.
Ao longo da semana, os equipamentos culturais administrados pela Prefeitura também receberão apresentações teatrais, mesas de debate e novas oficinas. No Espaço Boca de Brasa Valéria será apresentado o espetáculo “Oji: A Arqueóloga do Futuro”, de Karla Calasans. Já o Boca de Brasa Centro sediará as mesas “Trajetórias da Mulher Negra Insurgente” e “Teatro de Guerrilha e protagonismo feminino negro”, reunindo artistas e pesquisadoras para discutir representatividade, memória e protagonismo feminino negro.
O Espaço Cultural da Barroquinha receberá ainda os espetáculos “Abre a roda que a surda vai sambar”, protagonizado por Daisy Souza; “Antes feliz que mal acompanhada”, com Manu Moraes; e “Sobejo”, solo de Eddy Veríssimo, que abordam temas como identidade, ancestralidade, violência contra a mulher e resistência.
Oficinas
As ações formativas também chegam à Escola Municipal Maria Constança, em Mata Escura, com as oficinas “Reinscrições: cartografias afetivas entre memória, corpo e território”, com Alana Barbo, e “Cartas para Sin&Nhá”, conduzida por Carol Carvalho.
O encerramento acontece no dia 15 de agosto, no Espaço Cultural da Barroquinha e no Pátio Iyá Nassô, com uma programação que reúne a intervenção de grafite “Raízes Ancestrais”, a Feira ÌYÁ’S, o Escreve ÌYÁ’S, com recital de La Isla Lewa e exposição de livros, a performance circense “Corpo em chamas”, de Lua Barbosa, a apresentação “Abebé”, protagonizada por Luana Gabriele (Cia. Robson Correia), o espetáculo “Tento: ato para incorporar memórias”, de Alana Barbo, e a Kizomba ÌYÁ’S, com os shows “Primavera em Mim”, de Itana Rosa, e “É de couro e madeira que faz tambor”, de Maku Ma Kixikanu – Mãos na Fé.
Criado a partir da mobilização de atrizes baianas e da necessidade de ampliar a visibilidade das mulheres negras nas artes, o ÌYÁ’S consolidou-se como uma plataforma de intercâmbio, formação e fomento à produção artística feminina negra em diferentes linguagens.
Fotos: Divulgação



