

A Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) avaliou como positiva a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual. Em nota técnica divulgada nesta quarta-feira (5), a entidade defendeu a continuidade do ciclo de flexibilização monetária para estimular investimentos e fortalecer a atividade econômica.
Segundo a FIEB, embora a Selic ainda permaneça em um patamar elevado, a manutenção da trajetória de queda é considerada estratégica para favorecer a retomada do crescimento econômico e melhorar o ambiente para novos investimentos.
A Federação destacou que a economia brasileira apresentou expansão de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, enquanto a inflação acumulada em 12 meses alcançou 4,64%, acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central. De acordo com a entidade, parte dessa pressão inflacionária está relacionada aos efeitos do conflito entre Irã e Estados Unidos sobre os preços e os custos da economia.
No cenário internacional, a FIEB ressaltou que o Brasil ainda convive com um custo de capital superior ao de outras economias. A nota cita que os Estados Unidos operam com juros entre 3,5% e 3,75%, a Zona do Euro registra taxa de 2,4% e o México, de 6,5%, defendendo que a redução gradual da Selic contribui para aproximar o país de condições mais competitivas.
A entidade também afirmou que a flexibilização da política monetária é importante diante das incertezas provocadas pelo cenário geopolítico e pela instabilidade das cadeias globais de suprimentos, fatores que pressionam os custos de produção e afetam a competitividade da indústria brasileira.
Ao final da nota, a FIEB reiterou a confiança de que o Banco Central continuará conduzindo a política monetária com rigor técnico, conciliando o controle da inflação com a necessidade de criar um ambiente mais favorável ao crescimento econômico, à ampliação dos investimentos e à geração de empregos.
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