

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) abriu um processo administrativo para apurar possíveis irregularidades envolvendo a Go Up Entertainment, responsável pela produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A investigação busca esclarecer se houve realização de gravações no Brasil sem a comunicação prévia exigida para produções estrangeiras. De acordo com as regras do setor audiovisual, obras classificadas como internacionais precisam informar à Ancine a realização de atividades no país antes do início das filmagens, além de apresentar documentos relacionados à produção.
Segundo a agência, a produtora foi procurada em duas ocasiões para prestar esclarecimentos, mas não apresentou resposta. Com a abertura do processo, a empresa terá direito de apresentar defesa antes da decisão final.
Caso sejam confirmadas as irregularidades, a produtora poderá receber multa entre R$ 2 mil e R$ 100 mil, conforme a regulamentação da atividade audiovisual.
O longa é produzido em inglês, tem direção de Cyrus Nowrasteh e roteiro assinado por ele, Mark Nowrasteh e pelo deputado federal Mário Frias. A Go Up Entertainment, responsável pelo projeto, tem sede informada na Califórnia, nos Estados Unidos.
A produção já havia gerado debates públicos após a divulgação de conversas relacionadas ao financiamento do filme. Além disso, a proprietária da empresa, Karina Gama Ferreira, é investigada em um inquérito da Polícia Civil de São Paulo que apura suspeitas de fraude em licitações envolvendo o programa WiFi Livre SP.
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