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DIA DOS PAIS DEVE MOVIMENTAR CERCA DE R$ 8,52 BILHÕES NO VAREJO BRASILEIRO

Victoria Isabel - 05/08/2026 19:00

O Dia dos Pais deve movimentar R$ 8,52 bilhões no varejo brasileiro em 2026, segundo projeção da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (a CNC). A estimativa representa avanço real de 2,9% frente a 2025, já descontada a inflação, e mantém a data como a quarta mais importante do calendário do comércio em movimentação financeira. O especialista em direito tributário pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fabrício Tonegutti, esclarece como a data impacta a economia.

“A data movimenta lojas de roupas, calçados, perfumarias, comércio eletrônico, restaurantes e supermercados. No ano passado, segundo o Índice Cielo, o faturamento do varejo cresceu 5,9% na semana do Dia dos Pais. Na internet, o avanço chegou a quase 9%. Para este ano, a expectativa é positiva, mas sem explosão de consumo. Os juros e o endividamento devem limitar os presentes mais caros.”, pontua o diretor da Mix Fiscal, empresa com 20 anos de experiência em inteligência tributária para o varejo.

No varejo alimentar, a cesta do Dia dos Pais cresceu 8,2% em faturamento no ano passado, mas apenas 1,1% em quantidade vendida. “Entrou mais dinheiro no caixa, sem aumento proporcional dos produtos vendidos. Faturamento maior nem sempre significa carrinho mais cheio. Às vezes, significa apenas que o mesmo churrasco ficou mais caro”, afirma Fabrício.

Dica para os supermercados

“Se a comemoração acontece em casa, o supermercado pode vender a ocasião completa. Pode reunir carne, linguiça, pão de alho, farofa, carvão, gelo e bebidas, além de criar combos para quatro ou oito pessoas. A padaria entra com sobremesas e acompanhamentos. A perfumaria, com kits de barbear. Café, chocolate, vinho, whisky e utensílios para churrasco também podem virar presentes. Muita gente chega pensando apenas na carne e sai com tudo aquilo que, misteriosamente, se torna indispensável para o churrasco. A conveniência também pesa. O consumidor quer resolver o presente e o almoço sem passar por cinco lojas. Por isso, funcionam kits prontos, combos com preço fechado, desconto no Pix e produtos relacionados expostos no mesmo espaço. Para o cliente, é praticidade. Para o supermercado, é uma compra maior”, ressalta Tonegutti.

Dica para o consumidor

“Para não terminar em dívida no cartão, defina o orçamento antes de escolher o presente e olhe o preço total, não apenas a parcela. No ano passado, 35% dos consumidores que pretendiam presentear já tinham contas atrasadas. E 13% poderiam deixar uma conta sem pagar para comprar o presente. Parcelar o presente pode fazer sentido. Parcelar carne, carvão e sobremesa transforma o churrasco de domingo numa lembrança que aparece na fatura até o Natal.”, enfatiza.

foto: maginifc

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