

A relação entre a UEFA e a FIFA ganhou um novo capítulo de tensão. A entidade que comanda o futebol europeu enviou uma carta dura ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, elevando o tom das críticas e ameaçando adotar medidas judiciais caso sejam confirmadas supostas irregularidades envolvendo a condução de decisões da entidade máxima do futebol mundial.
No documento, a UEFA faz um alerta explícito para que nenhum documento, e-mail, mensagem ou outro tipo de registro relacionado ao caso seja destruído, alterado ou ocultado. A advertência tem como objetivo preservar eventuais provas que possam ser utilizadas em futuras investigações ou em uma possível ação judicial. A recomendação é interpretada como um sinal de que a entidade europeia pretende levar a disputa para o campo jurídico, caso considere necessário.
A carta faz parte da escalada da crise institucional entre UEFA e FIFA, intensificada após sucessivas polêmicas envolvendo a gestão de Infantino. Entre elas estão as acusações de interferência política em decisões disciplinares durante a Copa do Mundo de 2026, especialmente após a suspensão da punição ao atacante norte-americano Folarin Balogun, decisão que gerou críticas de federações europeias e de parlamentares da União Europeia. A FIFA nega qualquer interferência e sustenta que o processo foi conduzido por seus órgãos disciplinares independentes.
Nos bastidores, dirigentes da UEFA avaliam que a credibilidade das competições internacionais e a independência das estruturas disciplinares da FIFA foram colocadas em risco. O endurecimento do discurso também ocorre em meio ao crescente desgaste político enfrentado por Infantino, que vem sendo alvo de questionamentos sobre sua relação com autoridades governamentais e sobre propostas recentes para reestruturar o modelo comercial da FIFA.
Até o momento, a FIFA não anunciou qualquer medida em resposta à carta da UEFA. O episódio, no entanto, aprofunda o conflito entre as duas principais entidades do futebol mundial e pode resultar em novos desdobramentos jurídicos e políticos nos próximos meses.
foto= Crédito: Divulgação/FIfa