

O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) defendeu, nesta segunda-feira (3), a criação do programa “Volta por Cima” como uma das propostas voltadas para mulheres vítimas de violência doméstica. A declaração foi feita durante sabatina promovida pela TV Aratu, ao responder a uma pergunta sobre os recentes casos de feminicídio e importunação sexual registrados no estado e sobre a necessidade de políticas públicas para enfrentar esse cenário.
O ex-prefeito de Salvador manifestou solidariedade às vítimas e relacionou a proposta ao cenário da violência contra as mulheres na Bahia. “Infelizmente a Bahia é o Estado do Brasil onde morrem mais mulheres. Mulheres, jovens e negros. E é um dos estados do Brasil com maior índice de feminicídio”, disse.
Na sequência, ACM Neto detalhou o funcionamento do programa “Volta por Cima”, que integra o plano de governo. A proposta prevê auxílio financeiro por até 24 meses, aliado a ações de qualificação profissional, empreendedorismo e incentivo à contratação de mulheres vítimas de violência doméstica.
“É a forma de a gente ajudar a mulher que é vítima de violência a não ficar presa na violência, infelizmente nós sabemos que muitas mulheres são vítimas do seu companheiro, da pessoa que divide o teto com ela, e às vezes como a mulher depende da renda desse companheiro, ela fica impedida de denunciar, impedida de sair de casa, porque não sabe se vai conseguir sustentar o filho”, afirmou.
Neto detalhou que o programa tem dois braços. O primeiro é um auxílio financeiro de até 24 meses para mulheres vítimas de violência doméstica. O segundo pilar é a qualificação profissional, com empreendedorismo e estímulo à contratação por empresas privadas de mulheres que foram vítimas de violência. “Ela aí vai conseguir o seu trabalho, vai conseguir sua independência financeira e andar com suas próprias pernas”, acrescentou.
Ainda segundo Neto, a proposta combina assistência imediata às vítimas com medidas voltadas à autonomia financeira e ações de segurança pública para prevenção e acompanhamento dos autores de violência.
“Ao lado de tudo isso tem uma política de segurança pública, de monitoramento do agressor, prevenção porque tem lugares que é possível onde há maior risco e incidência e o Estado pode trabalhar para prevenir. O homem que cometeu a violência precisa depois ser monitorado, tornozeleira eletrônica para jogar duro, se não continua tendo a prática. E é infelizmente o que explica a Bahia ser um dos estados com maior número de mulheres sendo assassinadas e vítimas da violência”, salientou.
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