quinta, 30 de julho de 2026
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EXCLUSIVO: AEROPORTO DE BARREIRAS SERÁ ADMINISTRADO PELA EMPRESA QUE GANHAR A CONCESSÃO DO AEROPORTO DE BRASÍLIA.

Redação - 30/07/2026 17:01 - Atualizado 30/07/2026

O Ministério de Portos e Aeroportos prevê realizar em dezembro o leilão de repactuação da concessão do Aeroporto de Brasília, que passará a incorporar dez aeroportos regionais ao contrato atual, inclusive o aeroporto de Barreiras, que será administrado pela concessionária que vencer o pleito.

Quem vencer o processo competitivo (seja a atual concessionária Inframerica ou outro grupo concorrente) assinará um único contrato de concessão que engloba o Aeroporto Internacional de Brasília e os 10 aeroportos regionais do pacote — incluindo o de Barreiras .

A nova concessionária assumirá a responsabilidade direta pela administração, manutenção diária e operação do terminal de Barreiras até 2037.

O contrato estipula obrigações de investimento para adequar a infraestrutura regional. No caso de Barreiras e dos demais nove terminais, a vencedora terá que aplicar uma fatia dos R$ 857,8 milhões previstos para obras de ampliação, segurança operacional e modernização.

A proposta do  Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) de fazer um leilão com um aeroporto de grande porte e outros de menor porte –  que costumam ser deficitários ou tem apelo comercial limitado para a iniciativa privada –  se insere no Modelo de Subsídio Cruzado. A ideia é que os lucros e a escala do Aeroporto de Brasília passam a “financiar” a sustentabilidade e os investimentos de Barreiras e outros.

A concessionária Inframerica, formada por Corporación América Airports (51%) e Infraero (49%), administra o terminal de Brasília desde 2012. O leilão incluirá a compra da participação da Infraero, que será indenizada.

A repactuação da concessão do Aeroporto Internacional de Brasília, mediada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e ANAC, é uma reestruturação do contrato assinado originalmente em 2012 para resolver problemas financeiros e expandir a malha aérea regional.

Além de Brasília e Barreiras estão  incluídos os aeroportos de Juína, Cáceres e Tangará da Serra, em Mato Grosso; Alto Paraíso de Goiás e São Miguel do Araguaia, em Goiás; Bonito, Dourados e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul; Ponta Grossa, no Paraná.

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