terça, 28 de julho de 2026
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INADIMPLÊNCIA DO ALUGUEL CAI PARA 3,20% EM JUNHO, MENOR ÍNDICE EM UM ANO

Victoria Isabel - 28/07/2026 16:58 - Atualizado 28/07/2026

A inadimplência de aluguel no Brasil teve leve queda (0,02 ponto percentual) e fechou junho com 3,20%. O indicador vem oscilando desde março, contudo, a variação não passa de 0,04 p.p. em todo o período, o que demonstra estabilidade. Já na comparação com junho de 2025 (3,59%) a queda foi de 0,39 ponto percentual. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.

“A oscilação que estamos observando nos últimos meses é pequena e revela certa estabilidade, principalmente se olharmos a pressão econômica que o país enfrenta. Mas, é importante acompanharmos indicadores como taxas de juros e inflação com cautela, uma vez que esse contexto pode alterar a trajetória ao longo de 2026”, afirma Manoel Gonçalves, diretor de negócios para imobiliárias do Grupo Superlógica.

Na análise por valor, os imóveis comerciais de até R$ 1.000 apresentaram queda (-0,20p.p.), mas ainda preocupam pois concentram a maior taxa de inadimplência, de 7,40%, bem acima da média nacional. A mesma faixa de preço nos imóveis residenciais também é a maior na categoria, com 6,27%. “Os aluguéis mais baixos, em ambos os casos, acabam sendo impactados pela sensibilidade econômica das micro e pequenas empresas, que enfrentam desafios financeiros nesse início de jornada, e das famílias de menor renda em detrimento ao custo de vida”, explica Gonçalves.

No geral, quase todas as faixas tiveram queda em junho, com exceção para os comerciais com aluguel de R$ 5.000 a R$ 8.000, que fecharam em 3,90% (+0,11p.p.). Já as faixas com menor inadimplência no período foram as de imóveis residenciais de R$ 3.000 e R$ 5.000, com 1,68%; e comerciais de R$ 2.000 a R$ 3.000, com 3,36%.

Já os aluguéis acima de R$ 13.000 ocupam a segunda posição no ranking de maior inadimplência, fechando junho com 4,63% para os comerciais e 5,42% para os residenciais. Apesar disso, ambos são resultados do recuo de 0,27 e 0,74 p.p., respectivamente. “Essa faixa [acima de R$ 13.000] costuma concentrar um perfil de locatários formado por empreendedores, comerciantes e empresários. Um público com renda familiar em geral três vezes maior que o aluguel, mas exposto a uma pressão real de carga tributária, giro mais fraco da economia e crédito caro. Enquanto esse cenário persistir, deve puxar essa taxa de forma significativa”, analisa Gonçalves.

Na análise por tipo de imóvel, também houve queda nos três segmentos em junho. Os comerciais seguem com maior taxa, de 4,19%, mesmo com queda de 0,20p.p. em relação a maio (4,39%). As casas registraram queda de 3,69%, em maio, para 3,45%, em junho. Já os apartamentos tiveram índice de 2,16%, em junho, ante 2,35%, em maio.

 

Foto: Kindel Media/Pexels

 

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