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EM JULHO, PRÉVIA DA INFLAÇÃO NA RM SALVADOR É A 3ª MENOR DO PAÍS, DIZ IBGE

João - 28/07/2026 13:00

Em julho, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), calculado pelo IBGE, ficou em -0,10% na Região Metropolitana de Salvador (RMS). O indicador mostrou queda, ou deflação, pela primeira vez em oito meses (desde outubro de 2025, quando havia ficado em -0,04%) e foi o 3º mais baixo entre os 11 locais pesquisados separadamente. O IPCA-15 funciona como uma prévia da inflação oficial do mês, refletindo os preços coletados entre 17 de junho e 15 de julho.

O indicador da RMS foi menor do que o do Brasil como um todo (0,06%) e só ficou acima dos registrados nas regiões metropolitanas de Belém/PA (-0,22%) e Belo Horizonte/MG (-0,12%), num contexto em que 6 dos 11 locais investigados mostraram deflação. No outro extremo, as maiores altas em julho ocorreram nas RM Rio de Janeiro/RJ (0,44%), Porto Alegre/RS (0,39%) e Curitiba/PR (0,31%).

Com esse resultado, o IPCA-15 da RMS acumula alta de 3,73% de janeiro a julho de 2026, ainda se mantendo acima do Brasil como um todo (3,51%) e sendo o 6º mais alto entre os 11 locais. Já no acumulado nos 12 meses encerrados em julho, o IPCA-15 da RMS está em 4,25%, segue inferior ao indicador nacional (4,52%) e é apenas o 8º. O IPCA-15 de julho na Região Metropolitana de Salvador (-0,10%) foi resultado de quedas médias nos preços de cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados para o cálculo do índice.

Com a segunda deflação mais profunda entre os grupos e o primeiro recuo nos preços em oito meses (desde outubro de 2025), alimentação e bebidas (-0,68%) deu a principal contribuição para a retração do IPCA-15 da RM Salvador. A queda foi puxada exclusivamente pelos alimentos comprados para consumo em casa (-0,98%), com influências importantes de itens como o tomate (-15,17%), as carnes em geral (-0,74%), o café moído (-2,99%) e a batata-inglesa (-5,94%). Por outro lado, a alimentação fora do domicílio seguiu em alta (0,19%), puxada com mais força pelas refeições (almoço ou jantar, 0,26%).

O vestuário (-1,54%) teve a maior deflação na RMS, segundo o IPCA-15 de julho, e exerceu a segunda principal influência de baixa no custo de vida, na primeira quinzena do mês. Houve queda importante nos preços das roupas (-1,89%), tanto femininas (-3,13%) quanto masculinas (-1,79%). No outro extremo, saúde e cuidados pessoais (0,80%) e despesas pessoais (0,44%) tiveram as maiores altas na RM Salvador. Perfume (2,81%) e medicamentos (0,82%), sobretudo hipotensores e hipocolesterolêmcos (contra pressão e colesterol altos, 2,58%), foram as principais pressões inflacionárias no primeiro grupo. Empregados domésticos (0,55%) e cabeleireiros/barbeiros (1,02%), no segundo.

 

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

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