

A proposta apresentada por ACM Neto para criar um “Provão Baiano” foi classificada pela deputada federal Lídice da Mata como uma promessa de campanha sem inovação prática diante das políticas já executadas pelo Governo da Bahia. Segundo a parlamentar, o Estado já possui uma estratégia estruturada para ampliar o acesso e garantir a permanência dos estudantes da rede pública no ensino superior, tornando desnecessária a criação de um novo exame. “É uma proposta sem fundamento, pura espuma marqueteira”.
Para Lídice, a gestão do governador Jerônimo Rodrigues vem fortalecendo o acesso às universidades por meio do Universidade para Todos (UPT), que oferece mais de 20 mil vagas de preparação gratuita para o Enem e vestibulares em todo o estado, além do Mais Futuro, programa que assegura auxílio permanência e estágio para universitários em situação de vulnerabilidade social. “O desafio não é criar mais um nome de campanha, mas garantir que o jovem entre na universidade e consiga concluir o curso”, afirmou.
A deputada também rebateu a afirmação de que os Centros Sociais Urbanos (CSUs) teriam sido abandonados pelo governo estadual. Segundo ela, os equipamentos continuam sendo utilizados como espaços de promoção de atividades esportivas, culturais, de qualificação profissional e de inclusão social, recebendo investimentos para ampliar os serviços oferecidos às comunidades. “Os CSUs seguem cumprindo sua função social e foram fortalecidos com novas ações voltadas à cidadania e à proteção social”, destacou.
Na avaliação de Lídice, propostas anunciadas sem detalhamento de funcionamento ou integração com a estrutura já existente acabam servindo apenas como peça de marketing eleitoral. Ela observou que a Bahia já dispõe de instrumentos concretos para democratizar o ensino superior e apoiar estudantes de baixa renda, políticas que apresentam resultados efetivos e permanentes.
“Enquanto alguns apresentam slogans, o Governo da Bahia entrega políticas públicas consolidadas”, concluiu a deputada. Para ela, ampliar oportunidades exige investimento contínuo em educação básica, preparação para o ingresso nas universidades e assistência estudantil, e não a criação de novas siglas ou promessas que ignoram programas já em funcionamento.



