segunda, 27 de julho de 2026
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CIRCUITO MULHERES NEGRAS EM MOVIMENTO REÚNE GRANDE PÚBLICO NA PRAÇA MARIA FELIPA

Victoria Isabel - 27/07/2026 15:43

A Praça Maria Felipa, no Centro Histórico de Salvador, recebeu grande público no último domingo (26), durante o encerramento das celebrações do final de semana do Circuito Mulheres Negras em Movimento 2026. Após dias com atividades formativas, rodas de diálogo sobre empreendedorismo, mostras audiovisuais e ações voltadas à valorização da mulher negra, a programação foi encerrada com uma maratona de apresentações musicais promovida pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult), dentro do programa Salvador Capital Afro.

O principal destaque da noite foi o encontro de diferentes gerações da música negra brasileira no palco do evento. A programação contou com apresentações de Zezé Motta, Mariene de Castro, Márcia Short e teve como atração de encerramento a cantora Melly, um dos principais nomes da nova música baiana. A diversidade sonora também foi marcada pelos shows de MC Tha e Karol Conká, além da participação da apresentadora Rita Batista, que conduziu os momentos de interação com o público.

A vice-prefeita e secretária municipal de Cultura e Turismo, Ana Paula Matos, participou do evento e destacou a importância da iniciativa para fortalecer políticas públicas voltadas às mulheres negras.

“O Mulheres Negras em Movimento é um circuito de políticas públicas pensado para marcar todo o mês de julho. Sob o tema ‘Do Corre à Plenitude’, reafirmamos nossa força na liderança e no mercado de trabalho, sem esquecer o direito da mulher negra de se divertir, sonhar e ser feliz. É a arte e a cultura exaltando a potência da mulher negra baiana para o mundo.”

Também celebrando a realização do projeto, a cantora e apresentadora Larissa Luz ressaltou o significado da iniciativa.

“O Ancestranças é um espaço para celebrar tudo o que já conquistamos, honrar nossas existências e reafirmar nossa potência. Mulheres negras escrevem o mundo, constroem esse país e merecem ter sua voz e seus desejos celebrados não só hoje, mas o ano inteiro.”

Abertura – A programação artística foi iniciada pelo Slam das Minas. O coletivo levou ao palco apresentações de poesia falada e performances que abordaram temas relacionados ao enfrentamento das opressões, preparando o público para as homenagens e atrações musicais da noite.

Tradição e ancestralidade – As atividades do domingo começaram ainda durante a tarde, com ações voltadas à valorização das salvaguardas culturais e religiosas. Um dos destaques foi a apresentação especial da Casa de Maria Felipa, que resgatou a memória da heroína da Independência da Bahia, homenageada no nome da praça que sediou o evento.

de 2026 consolidado não apenas como um festival de música, mas como uma política pública de valorização da cultura, da história, do empreendedorismo e da ocupação dos espaços públicos pelas mulheres negras.

Fotos: Umbu Comunicação/ Aline Araújo

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