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POLUIÇÃO DO TRANSPORTE PODE ELEVAR EM 47% AS MORTES POR DOENÇAS DO CORAÇÃO, PULMÃO E CÉREBRO ATÉ 2050

João - 24/07/2026 08:20

Em 2024, a poluição de carros, ônibus e caminhões provocou 8 mil mortes prematuras no Brasil e gerou 9,2 mil novos casos de asma em crianças. O cenário coloca o país na 17ª posição no ranking global de óbitos por escapamentos e aponta para uma alta de 47% nessas mortes até 2050 caso a frota não mude. Em contrapartida, levantamento do Conselho Internacional de Transporte Limpo (ICCT) indica que a transição para frotas de emissão zero tem potencial para reverter esse quadro, cortando os óbitos em 63% e os diagnósticos de asma infantil em 80%.

Os dados integram o relatório Health Benefits of Zero-Emission Transport Through 2050 (Benefícios para a Saúde do Transporte de Emissão Zero Até 2050). O estudo projeta um crescimento de 30% na frota nacional nos próximos 25 anos. A expansão de veículos a diesel e gasolina aumenta a emissão de material particulado e gases tóxicos, substâncias associadas a infartos, acidentes vasculares cerebrais (AVC) e câncer de pulmão.

Impacto da poluição nas áreas urbanas

Em escala global, a ausência de limites de emissões projeta um aumento de 74% nas mortes prematuras até a metade do século. Hoje, os poluentes do tráfego causam um óbito a cada 45 segundos e um diagnóstico de asma infantil a cada dois minutos no mundo.

Nas cidades brasileiras, o problema se concentra nos veículos pesados. Embora formem uma parte menor do total de veículos em circulação, ônibus e caminhões movidos a diesel respondem pela maior parte da fuligem lançada na atmosfera, atingindo quem circula pelos grandes corredores viários.

Substituição da frota e redução de danos

A alteração desse cenário depende da velocidade de adesão aos motores de emissão zero. A estimativa de queda de 63% nos óbitos e de 80% nos casos de asma em crianças até 2050 com frotas elétricas compensaria inclusive a expansão populacional e o aumento do tráfego rodoviário previstos para o período.

A prioridade técnica apontada no estudo envolve a troca de frota no transporte coletivo urbano e na logística de carga. A substituição do ônibus a diesel pelo modelo elétrico nas capitais reduz a circulação de poluentes e diminui os custos do sistema de saúde pública. As medidas adotadas para a renovação de veículos nesta década vão determinar a qualidade do ar nos centros urbanos nos próximos anos.

(As informações são do Jornal Correio)

 

Crédito: Canvas

 

 

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