quarta, 22 de julho de 2026
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LULA AFIRMA QUE BRASIL NÃO VAI ‘CHORAR’ POR EXPORTAÇÕES BARRADAS PELOS EUA E QUE DIÁLOGO NÃO TEVE RECIPROCIDADE

VICTOR OLIVEIRA - 22/07/2026 17:14

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (22) que o Brasil continuará buscando uma solução negociada com os Estados Unidos diante da decisão norte-americana de aplicar novas tarifas sobre produtos brasileiros. Segundo o presidente, o país segue aberto ao diálogo, mas espera mais equilíbrio nas tratativas entre os dois governos.

Durante a declaração, Lula disse que o Brasil apresentou propostas e participou de reuniões para tentar resolver as divergências comerciais, mas avaliou que não houve a mesma disposição por parte dos Estados Unidos.

“Ninguém vai ganhar do Brasil mentindo. Nós estamos na mesa de negociação, já mandamos documentos e propostas. O Brasil continua tentando construir uma saída pelo diálogo”, afirmou o presidente.

Na semana passada, o governo dos Estados Unidos confirmou uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros, após uma investigação apontar supostas barreiras comerciais e medidas adotadas pelo Brasil que, na avaliação norte-americana, prejudicariam empresas dos Estados Unidos.

Entre os pontos mencionados pelas autoridades americanas estão questões relacionadas ao sistema de pagamentos PIX e à regulamentação de plataformas digitais.

Lula destacou que o Brasil não pretende interromper as conversas e afirmou que a estratégia será defender os interesses nacionais enquanto busca alternativas comerciais. Para o presidente, o país não deve depender exclusivamente do mercado norte-americano.

“Não vamos ficar chorando produtos que a gente não vendeu para eles. Vamos procurar outros compradores e ampliar nossas oportunidades comerciais”, declarou.

O presidente também afirmou que o Brasil continuará apresentando argumentos e propostas durante as negociações, independentemente das manifestações públicas feitas pelo governo dos Estados Unidos.

Segundo Lula, a intenção brasileira é manter uma postura de diálogo, mas sem abrir mão da defesa da economia nacional e da busca por novos parceiros comerciais.

Foto: Reprodução

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