

O julgamento criminal de Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, pode começar em junho de 2027. A data foi proposta nesta terça-feira, 21, pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Maduro, que estava no poder desde 2013, foi preso em Caracas por agentes americanos durante uma invasão à Venezuela, na madrugada do dia 3 de janeiro deste ano.
Após a prisão, ele foi levado para Nova York, onde responde a acusações de colaboração com guerrilhas e cartéis para o envio de cocaína aos Estados Unidos. A esposa dele, Cilia Flores, também está presa e responde a acusações criminais no país norte-americano.
O casal já passou por uma audiência poucos dias após a prisão. Na ocasião, Maduro afirmou ser um “prisioneiro de guerra”. Uma nova audiência está prevista para esta quarta-feira, 22, em um tribunal de Nova York.
Rotina na penitenciária
Maduro está detido no Metropolitan Detention Center, uma penitenciária federal conhecida pelas condições extremas e por abrigar presos famosos.
Segundo as informações divulgadas, o ex-presidente permanece sozinho em uma cela e não tem acesso a jornais ou internet. Ele tem autorização para usar o telefone para falar com familiares e advogados. Cada chamada tem limite de 15 minutos. Uma fonte do governo venezuelano informou à agência AFP que Maduro tem passado o tempo lendo a Bíblia e que é chamado de “presidente” nos corredores da unidade.
Defesa de Maduro
O advogado Barry Pollack, que atuou no caso do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, é quem está à frente da defesa de Maduro. De acordo com informações, Pollack pediu que a Justiça dos Estados Unidos arquive o processo. Ele alega interferência do governo americano no pagamento dos honorários advocatícios. Ainda segundo os advogados, a exigência viola direitos constitucionais do venezuelano.
Foto: Reprodução Juan Barreto/ AFP