terça, 21 de julho de 2026
Euro Dólar

COLÉGIO DE SALVADOR DISCUTE EDUCAÇÃO FINANCEIRA

João - 21/07/2026 13:20

Uma proposta que prevê a inclusão da educação financeira no currículo do ensino fundamental e médio brasileiro, o Projeto de Lei 2.979/2023 avançou, nesta última semana, no Congresso Nacional, com aprovação em uma das casas legislativas. O texto, que segue agora para análise complementar antes de eventual sanção, prevê que o tema seja trabalhado de forma transversal, diluído em disciplinas como matemática e história, sem criar uma matéria obrigatória. A movimentação reacende um debate que, em Salvador, o Colégio São Paulo, Unidade Tempo de Criança, já não trata como novidade: há anos a escola desenvolve o projeto “Dinheiro não dá em árvore”, voltado para os alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental.

De acordo com pesquisas do SPC Brasil, 56% dos jovens da Geração Z compram por impulso e 47% não têm nenhum controle financeiro. Foi com base nesses dados que o colégio estruturou, muito antes de o tema entrar em pauta nacional, uma proposta que integra dois pilares fundamentais para a vida em sociedade: educação financeira e sustentabilidade, mostrando que planejamento econômico e cuidado com o meio ambiente caminham lado a lado.

Mais do que ensinar a somar, subtrair ou reconhecer moedas, o projeto busca desenvolver nas crianças a noção de que dinheiro é fruto de esforço, trabalho e planejamento, assim como os recursos naturais, que também precisam ser preservados. Para isso, os estudantes participam de uma série de atividades práticas e reflexivas, que vão desde feiras de trocas e oficinas de reaproveitamento até experiências de compra e venda simuladas em sala de aula.

“O movimento recente em torno da obrigatoriedade da educação financeira nas escolas só confirma o que já defendemos na prática há anos. Não esperamos uma exigência para formar cidadãos conscientes: queremos que nossos alunos planejem seus gastos, tomem decisões responsáveis e entendam que o planeta também tem limites. Educar financeiramente é, ao mesmo tempo, educar para a sustentabilidade. Ao integrar economia e meio ambiente, o projeto mostra que educar é plantar sementes que florescem em escolhas mais responsáveis”, afirma Sônia Alban, pedagoga e coordenadora do Ensino Fundamental do Colégio São Paulo, unidade Tempo de Criança, da Inspira Rede de Educadores.

A metodologia do projeto é baseada na filosofia dos 5Rs da sustentabilidade: Repensar os hábitos de consumo e descarte, Recusar produtos que agridem o meio ambiente ou a saúde, Reduzir o consumo excessivo e desnecessário, Reutilizar objetos sempre que possível e Reciclar materiais que podem ganhar uma nova utilidade. Cada etapa é pensada para que os estudantes percebam que atitudes simples do dia a dia, quando multiplicadas, geram um impacto positivo tanto no orçamento familiar quanto no meio ambiente.

Fotos: Acervo Colégio São Paulo – Unidade Tempo de Criança

Copyright © 2023 Bahia Economica - Todos os direitos reservados.