

A forma como o Brasil mede a Economia do Mar está mudando. Em 2025, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e o Ministério do Planejamento e Orçamento e a Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (CIRM) concluíram a metodologia que permitirá mensurar oficialmente a contribuição das atividades ligadas ao oceano para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Coordenado pela Secretaria Nacional de Planejamento do Ministério do Planejamento e Orçamento em conjunto com a Coordenação de Contas Nacionais do IBGE, o documento intitulado “Metodologia de Mensuração da Economia do Mar no Brasil” estabelece conceitos, classificações e critérios que orientarão o cálculo oficial da contribuição das atividades marítimas e costeiras para o PIB nacional.
O avanço representa um marco para a produção de indicadores e para o planejamento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável da chamada Economia Azul.
É nesse cenário que o Summit Economia Azul dedicará um painel exclusivo ao tema “Ciência, dados, indicadores e inteligência territorial para a Economia Azul”, reunindo representantes do poder público, pesquisadores e especialistas para discutir como transformar conhecimento em decisões capazes de impulsionar investimentos, orientar políticas públicas e ampliar a competitividade dos territórios costeiros.
Entre os temas em debate estão a construção de indicadores territoriais para a Economia Azul, a aplicação da ciência oceânica no desenvolvimento de políticas e negócios, a estruturação do PIB do Mar, além do papel das universidades, centros tecnológicos e ambientes de inovação na geração de conhecimento voltado ao desenvolvimento costeiro.
Para a secretária do Mar de Salvador, Duda Lomanto, produzir conhecimento e organizar informações qualificadas é uma condição indispensável para o crescimento do setor.
“A Economia Azul depende de decisões baseadas em evidências. Quanto mais conhecemos nossos territórios, nossas potencialidades e nossos desafios, maior é a capacidade de atrair investimentos, formular políticas públicas eficientes e promover um desenvolvimento sustentável que gere oportunidades para a população” , comenta
A participação da Secretaria do Mar reforça a importância da integração entre governo, academia, setor produtivo e sociedade na construção de uma agenda permanente para o desenvolvimento da economia oceânica. O painel também busca aproximar pesquisadores, gestores públicos, empresários e investidores de um debate que ganha relevância no Brasil e em diversos países que enxergam o mar como vetor estratégico de crescimento econômico.
Com o tema “Da Terra ao Porto: a Bahia exporta riqueza para o mundo”, o Summit Economia Azul será realizado nos dias 18 e 19 de agosto, no Terminal CONTERMAS, Porto de Salvador. A programação reunirá autoridades, especialistas, empresários, pesquisadores e representantes de instituições públicas e privadas para discutir logística portuária, indústria naval, inovação, turismo náutico, sustentabilidade, comércio exterior, pesquisa científica e desenvolvimento costeiro.



