quinta, 16 de julho de 2026
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LULA REAGE A MEDIDAS DE TRUMP E DIZ QUE DECISÃO DOS EUA TEM MOTIVAÇÃO IDEOLÓGICA

Igor Lima - 16/07/2026 10:38

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como “ideológica” a decisão dos Estados Unidos de impor novas tarifas sobre produtos brasileiros e afirmou que a equipe do presidente norte-americano Donald Trump teria conduzido as negociações de forma inadequada e sem boa-fé.

A reação ocorreu após o anúncio de novas medidas comerciais por parte do governo norte-americano, que aumentaram a tensão entre os dois países. Segundo a gestão brasileira, a decisão dos Estados Unidos não estaria baseada apenas em critérios econômicos, mas também em questões políticas.

Em nota, integrantes do governo Lula afirmaram que o Brasil buscou o diálogo e tentou construir uma solução negociada antes da adoção das tarifas. A avaliação da equipe econômica e diplomática brasileira é de que a medida prejudica setores produtivos dos dois países e pode afetar relações comerciais historicamente importantes.

O governo brasileiro também criticou declarações e justificativas apresentadas por representantes da administração Trump, alegando que houve distorções sobre a realidade econômica e comercial do Brasil. Para Brasília, a condução do processo indicaria uma tentativa de utilizar instrumentos comerciais para pressionar o país politicamente.

A decisão norte-americana gerou preocupação entre exportadores brasileiros, especialmente setores ligados ao agronegócio, indústria e empresas que dependem do mercado dos Estados Unidos. O governo federal afirmou que irá avaliar medidas de resposta dentro das regras internacionais de comércio, sem descartar ações diplomáticas.

O episódio amplia o desgaste nas relações entre Brasília e Washington e ocorre em meio a um cenário de disputa política internacional envolvendo tarifas, comércio exterior e interesses estratégicos dos dois países.

Apesar das críticas, o governo Lula declarou que continuará buscando canais de negociação com os Estados Unidos para tentar reduzir os impactos econômicos da medida e preservar a relação bilateral.

Foto: Reuters

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