

Taxas de juros mais atrativas levaram 94% das empresas industriais a buscar crédito nos Fundos Constitucionais de Financiamento entre 2022 e 2025, mas o excesso de burocracia, as garantias exigidas pelos bancos e a falta de conhecimento sobre os fundos impediram maior acesso do setor aos recursos.
Os dados são de pesquisa temática inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgada nesta quarta-feira (15), que ouviu 147 indústrias nas regiões de abrangência dos três fundos, das quais 90 estão no Nordeste e em municípios elegíveis de Minas Gerais e do Espírito Santo, todos na área de cobertura do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), operado pelo Banco do Nordeste (BNB).
Na amostra, majoritariamente nordestina, 60,5% das indústrias afirmaram conhecer o fundo de sua região, enquanto 38,1% declararam desconhecê-lo. Apenas 34% do total completaram o percurso entre o conhecimento do instrumento e a efetiva solicitação de crédito. Para o Nordeste, onde o FNE é o principal mecanismo de financiamento produtivo com taxas subsidiadas, a barreira de acesso à informação limita o alcance de um instrumento previsto no artigo 159 da Constituição.