

O icônico artista Sidney Magal quer ver seu público sorrir, cantar e dançar sem parar, como diz sua canção Sandra Rosa Madalena, neste sábado (18), às 19h, na Concha Acústica do TCA. O convite tem uma ocasião e tanta. É a celebração de 60 anos de carreira dele, que é um dos maiores showmans da música brasileira. Neste show em Salvador, capital escolhida por ele para este momento histórico, acontece a gravação ao vivo do audiovisual do espetáculo, “Baile do Magal”, que revisita sucessos que marcaram diferentes gerações. A celebração contará com as participações de Carlinhos Brown, Zeca Baleiro, Sandra de Sá e Gilmelândia.
Ingressos: https://bileto.sympla.com.br/event/117793/d/372431/s/2493242.
“Salvador é minha casa. Não há lugar mais justo para celebrar 60 anos do que aqui, neste palco, com este público”, afirma o artista que, ao misturar disco music, romantismo e música cigana, conquistou um público fiel atraído pela sua irreverência, deboche carinhoso e liberdade estética que representa.
Além de grandes sucessos como “Sandra Rosa Madalena”, “Meu Sangue Ferve por Você”, “Me Chama Que Eu Vou”, o Baile do Magal apresenta um repertório exclusivo de grandes sucessos nacionais e internacionais para fazer todo mundo dançar. “Toda vez que eu faço show eu peço às pessoas que dancem, que se divirtam. Por isso, o meu baile reúne músicas que não são do meu repertório original. Eu posso cantar música em espanhol, música italiana. É para qualquer pessoa que quer se divertir. Então só um baile faz isso. Você, quando quer se divertir, vai para o baile”, comenta.
Convidados – O cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro conta que a admiração por Sidney Magal vem de longa data. “Me lembro que, adolescente, eu imitava os trejeitos dele dançando e cantando nos programas de auditório. Magal é um artista de muita importância, que deixou um rastro imenso na música popular brasileira que é feita hoje e, por isso, deve ser reverenciado com toda pompa e circunstância”, declara o cantor.
A cantora baiana Gilmelândia também não esconde a emoção de dividir o palco com Sidney Magal. “Estar ao lado desse fenômeno como artista e ser humano é uma das realizações que jamais esquecerei. Ser convidada por ele para participar dessa celebração dos 60 anos de sua carreira é um carimbo dizendo assim: esse é o maior troféu da minha carreira”, afirma.
Fenômeno popular – A trajetória artística de Sidney Magal começou nos anos 60, quando, muito jovem, participou de programas de rádio e televisão, em experiências como calouro, iniciando uma formação musical que passou pelo canto lírico e pela música erudita. Antes de se tornar um fenômeno popular, Magal construiu uma base artística ampla, marcada por disciplina, figurinos exuberantes e uma relação precoce com os palcos e os microfones.
Sua canção de maior sucesso, “Sandra Rosa Madalena (A Cigana)”, foi incansavelmente executada em programas como de Silvio Santos e Chacrinha entre o final dos anos 70 e início dos anos 80. Um dos pontos altos de sua popularidade foi no início dos anos 90, com a efêmera explosão da lambada, quando se tornou um dos maiores ícones desta época, explodindo com a música “Me Chama Que Eu Vou”, que foi inclusive tema de novela Rainha da Sucata da Rede Globo.
Unindo música latina, romantismo, dança, teatralidade e uma presença de palco absolutamente singular, Magal também trabalhou no cinema, estrelando o filme Amante Latino, em que interpretava a si próprio. Ao longo das décadas seguintes, Magal seguiu renovando sua relação com o público, atravessando gerações sem perder a…
Foto: Denise Andrade



