

A Polícia Federal (PF) realizou, nesta quarta-feira (8), uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em cumprimento a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O objetivo da diligência era localizar duas armas de fogo registradas em nome do ex-presidente. Segundo relatório da operação, os agentes permaneceram no imóvel entre 7h e 8h30, mas deixaram o local sem apreender qualquer armamento.
A busca foi autorizada após divergências sobre o paradeiro das armas.
Na última sexta-feira (3), Alexandre de Moraes determinou a suspensão do porte de arma de Bolsonaro e ordenou o recolhimento de todos os armamentos registrados em seu nome.
Posteriormente, o Exército informou que duas armas não haviam sido entregues à Polícia Federal por não terem sido localizadas.
Segundo a defesa do ex-presidente, a espingarda permanece em uma empresa importadora de armamentos, no Rio Grande do Sul, e nunca chegou a ser retirada. Já a pistola Glock é a mesma apreendida anteriormente com um dos seguranças de Bolsonaro e continua sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal.
Diante das informações divergentes, Moraes autorizou a realização das buscas.
Embora a Polícia Civil do Distrito Federal tenha concluído que as armas estavam regularizadas, o ministro entende que a posse de armamentos é incompatível com o cumprimento da prisão domiciliar.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo que apurou a tentativa de golpe de Estado e atualmente cumpre prisão domiciliar por decisão do STF, enquanto se recupera de uma pneumonia bacteriana.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil



