

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou nesta quarta-feira (8) que a soberania do Brasil será preservada diante de qualquer cenário envolvendo uma eventual atuação dos Estados Unidos no combate ao crime organizado no país.
A declaração foi feita durante discurso no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo, após o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, mencionar a possibilidade de uma ação norte-americana depois que as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) passaram a ser classificadas pelos Estados Unidos como organizações terroristas.
Durante a cerimônia, Fachin ressaltou que o avanço do crime organizado representa uma das principais ameaças às instituições democráticas e ao Estado de Direito. Segundo o ministro, as organizações criminosas ultrapassam o campo da segurança pública ao interferirem na economia, financiarem a violência e desafiarem a autoridade estatal.
“O crime organizado não é apenas um problema de segurança pública. É também uma ameaça ao Estado de Direito, porque corrói instituições, captura mercados, utiliza o sistema financeiro para lavar recursos ilícitos e, em situações extremas, disputa com o Estado o monopólio do uso da força”, afirmou.
O presidente do STF reforçou que o enfrentamento ao crime organizado deve ocorrer com respeito à Constituição e às instituições brasileiras, destacando a importância da preservação da soberania nacional.
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