

A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo segue repercutindo. Campeão mundial em 1994, Romário criticou a postura de Vini Jr após o atacante optar por respeitar a ordem de cobradores definida pelo técnico Carlo Ancelotti e não assumir o pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães.
A penalidade foi marcada aos 13 minutos do primeiro tempo, depois de falta sofrida por Matheus Cunha. Bruno Guimarães foi o responsável pela cobrança, mas acabou desperdiçando a oportunidade. Após a partida, integrantes da Seleção explicaram que a definição dos cobradores havia sido feita antes do jogo, com Bruno à frente de Vini Jr na lista estabelecida por Ancelotti.
Durante uma transmissão na RomárioTV, o ex-atacante afirmou que o camisa 7 deveria ter tomado a iniciativa por ser a principal referência técnica da equipe.
“Li que em relação aos pênaltis, nos treinamentos o Bruno Guimarães se saiu melhor do que ele (Vini Jr), e a ordem era o Bruno Guimarães bater esse pênalti. Está tudo certo, muito legal, ele respeitou a ordem do treinador, mas, irmão, tem que ter atitude…”, declarou.
Na sequência, Romário reforçou que esperava uma postura diferente do atacante do Brasil. “O Vini Jr é o protagonista, é o p* que nós temos na Seleção, pega essa p* dessa bola e bate a p* do pênalti, e tá resolvido.”
O tetracampeão ainda afirmou que teria ignorado a orientação da comissão técnica. “Eu, se fosse o Vini Jr, bateria aquele pênalti. Eu tomaria a bola dele (Bruno Guimarães) e bateria o pênalti.”
Além da cobrança sobre Vini Jr, Romário também criticou o desempenho coletivo da Seleção Brasileira na derrota por 2 a 1 para a Noruega.
“O que mais faltou na Seleção Brasileira é aquilo que o jogador mais tem que ter, principalmente no jogo decisivo: atitude. O Brasil não teve atitude. A Seleção, que é cinco vezes campeã do mundo, não pode deixar uma seleção como a Noruega, que é uma boa seleção, ter 60, 70% de domínio de bola. Isso não existe!”, afirmou.
O ex-jogador também questionou a estratégia adotada por Carlo Ancelotti.
“A gente sempre ouviu dizer em Copa do Mundo que os adversários do Brasil jogam por uma bola. Ontem foi o Brasil que fez isso, é uma coisa impressionante. Não consigo entender essa forma que o Ancelotti montou o time. Ele mesmo falou que o que aconteceu era mais ou menos esperado. Não pode esperar isso…”, concluiu.
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