

O banco Safra, credor da Braskem, entrou com uma ação na Justiça de São Paulo pedindo a suspensão da venda da petroquímica à IG4 Capital.
O recurso foi apresentado pelo Safra na quarta-feira (1º), na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP).
A Novonor, que transferiu o controle da Braskem à IG4, respondeu no dia seguinte à Justiça em petição, afirmando que o pedido é “oportunista e irresponsável”.
Na semana passada, a Braskem obteve, na 2ª Vara da mesma comarca, uma tutela cautelar de urgência que suspendeu por 60 dias execuções contra a companhia, que busca um acordo com credores financeiros para reestruturar suas dívidas dentro de um processo de recuperação extrajudicial.
O Safra, segundo uma fonte, vinha ameaçando compensar R$ 200 milhões de cerca de R$ 500 milhões em dívidas da petroquímica junto à instituição financeira, movimento que fica impedido pela tutela cautelar.
O pedido do banco de suspensão da venda do controle da Braskem pela Novonor à IG4 surpreendeu as partes e foi considerado “desproporcional”, já que o Safra não está entre as instituições financeiras que tinham ações da Braskem em garantia a empréstimos e que foram transferidas ao fundo Shine, gerido pela IG4.
Alguns desses bancos, como Santander e Itaú, são credores tanto da Novonor quanto da Braskem.
Na petição de 12 páginas encaminhada ontem à Justiça, a Novonor, antiga Odebrecht, argumenta que o Safra não tem legitimidade para questionar a transação, já que não aparece entre seus credores. Com informações do Valor Econômico e O Globo.