

A produção industrial brasileira caiu 0,2% em maio na comparação com abril, interrompendo quatro meses consecutivos de crescimento, período em que acumulou expansão de 4,3%. Apesar do resultado, a indústria está 4,5% acima do patamar pré-pandemia.
Na comparação com o mesmo mês de 2025, a produção industrial subiu 0,2%. No acumulado no ano, o avanço é de 1,4%, enquanto nos últimos 12 meses houve crescimento de 0,4%. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta sexta-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre as principais atividades que influenciaram a queda no mês de maio estão derivados do petróleo, explica o gerente da pesquisa, André Macedo:
“As influências negativas mais importantes foram assinaladas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis e indústria extrativas. Nestas atividades, as maiores pressões negativas vieram de álcool etílico e dos derivados do petróleo, especialmente a gasolina automotiva, na atividade de derivados do petróleo e biocombustíveis e de minérios de ferro, óleos brutos do petróleo e gás natural no setor extrativo.”
Já entre as atividades com avanço na produção, destaque para o setor automobilístico, que marcou seu quinto mês seguido de crescimento, lembra André Macedo:
“Produtos farmoquímicos e farmacêuticos, veículos automotores, reboques e carrocerias e produtos químicos exerceram as principais influências na média da indústria. O setor automobilístico marca o seu quinto mês seguido de crescimento e foi impulsionado pela maior produção de automóveis, caminhões e autopeças.”
Outros impactos positivos na produção industrial vieram dos setores de metalurgia, confecção de artigos do vestuário e acessórios, outros equipamentos de transporte, máquinas, aparelhos e materiais elétricos.
foto:j Amanda Oliveira/GovBA



