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JULHO ACENDE ALERTA PARA CUIDADOS COM A PELE NEGRA: RESSECAMENTO, MANCHAS E DERMATITES AUMENTAM NO PERÍODO MAIS FRIO DO ANO

João - 03/07/2026 08:01 - Atualizado 03/07/2026

Com a chegada de julho e das mudanças climáticas típicas do período, profissionais da área alertam para a necessidade de atenção redobrada com a saúde integral da pele negra. Embora muitas pessoas associem o inverno apenas às peles secas e claras, homens e mulheres negros também sofrem impactos importantes provocados pelo frio, pela baixa umidade do ar, pelos ventos e pelos banhos quentes. Esses fatores contribuem diretamente para o ressecamento, irritações e agravamento de doenças dermatológicas.

Estudos e publicações da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) apontam que o inverno favorece o aumento da perda de hidratação da pele, além de agravar quadros como dermatite atópica, psoríase, eczema, coceiras, rachaduras e descamações. Pesquisas recentes em dermatologia também mostram que pessoas negras possuem características fisiológicas específicas na pele que exigem cuidados direcionados, principalmente quando há alterações climáticas mais intensas.

Dados publicados nos Anais Brasileiros de Dermatologia reforçam que a pele negra apresenta peculiaridades estruturais e respostas inflamatórias diferentes, necessitando de atenção especializada. Além disso, segundo levantamento do IBGE citado pelo projeto baiano Negro Atlas Dermatologia Inclusiva, cerca de 65% dos pacientes atendidos pelo SUS possuem pele parda ou preta, o que reforça a importância de políticas e cuidados específicos para essa população.

A médica Dra. Danièlà Hermes, que conta mais de 20 anos voltados para a saúde da pele negra, explica que o período de julho exige uma rotina intensificada de cuidados para evitar danos que podem comprometer a integridade e o bem-estar do rosto e do corpo.

“Durante os meses mais frios, a pele negra tende a sofrer bastante com o ressecamento e a perda da barreira de proteção natural. Muitas pessoas acreditam que a pele negra, por ser mais resistente ou mais oleosa, não necessita de hidratação intensa, mas isso é um mito. A falta de cuidados adequados pode desencadear manchas, descamações, sensibilidade, coceiras e até processos inflamatórios importantes”, alerta a médica.

Entre os problemas mais comuns neste período estão o ressecamento excessivo, o agravamento da dermatite, o surgimento de manchas pós-inflamatórias, rachaduras em áreas mais sensíveis do corpo e o aumento da sensibilidade cutânea.

“A pele negra possui maior tendência à hiperpigmentação. Isso significa que qualquer agressão, irritação ou inflamação pode resultar em manchas persistentes. Por isso, o cuidado preventivo é fundamental”, destaca. A médica reforça ainda que a rotina de cuidados diários é uma necessidade de saúde essencial durante o inverno.

“O cuidado diário ajuda a preservar a barreira protetora da pele. Uma rotina simples, mas feita corretamente, contribui para manter a hidratação, a elasticidade, a luminosidade e a proteção contra as agressões externas. Limpeza adequada, hidratação e uso diário do protetor solar são indispensáveis, inclusive em dias nublados ou frios”, explica a especialista.

Entre as principais orientações recomendadas pela médica estão:

* evitar banhos muito quentes e demorados;

* utilizar sabonetes suaves e específicos para cada tipo de pele;

* reforçar o uso de hidratantes corporais e faciais logo após o banho;

* aumentar a ingestão de água;

* utilizar protetor solar diariamente;

* evitar esfoliações excessivas;

* procurar produtos específicos para peles negras e sensíveis.

“Mesmo em Salvador, onde as temperaturas não chegam a ser extremamente baixas, julho costuma trazer ventos mais fortes e períodos de menor umidade, o que impacta diretamente a saúde da pele. A exposição ao vento e ao ar-condicionado também favorece a desidratação cutânea”, ressalta.

Além dos cuidados diários, o acompanhamento em consultório pode ajudar na recuperação e na proteção profunda da pele. “A avaliação médica é fundamental para identificar alterações precoces, diagnosticar corretamente doenças e indicar os tratamentos mais seguros para cada paciente”, pontua.

Sobre a Clidany

Especializada no atendimento voltado à população com pele negra, a Dra. Danièlà Hermes comanda a Clínica Clidany, referência em tratamentos específicos para peles negras. O espaço oferece acompanhamento individualizado, prevenção, diagnóstico e protocolos personalizados para as diferentes necessidades dermatológicas. “A dermatologia para pele negra exige conhecimento técnico, experiência e sensibilidade. Cada pele possui uma resposta diferente, e o tratamento precisa ser pensado de forma personalizada para garantir saúde, proteção e autoestima”, conclui a médica.

Fonte: Magnific

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