

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (3) que irá aos Estados Unidos para defender o PIX durante as discussões sobre a política comercial entre Brasil e Estados Unidos. Segundo o parlamentar, a viagem tem como objetivo apresentar esclarecimentos sobre o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos e rebater críticas feitas por autoridades americanas.
A declaração ocorre após o senador enviar um documento ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). No texto, Flávio sustenta que o PIX é uma infraestrutura pública de pagamentos administrada pelo Banco Central e afirma que o sistema não concorre diretamente com operadoras de cartões de crédito ou débito.
O parlamentar também argumenta que as avaliações feitas pelos Estados Unidos sobre o PIX não refletem o funcionamento da plataforma. Como exemplo, ele cita o FedNow, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Federal Reserve, destacando que ambos desempenham funções semelhantes em seus respectivos países.
Além disso, Flávio Bolsonaro defende que o PIX permaneça como uma ferramenta voltada ao mercado doméstico, sem integração com plataformas internacionais de liquidação consideradas estratégicas por outras nações.
O sistema brasileiro passou a ser mencionado na investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos com base na Seção 301 da legislação americana, mecanismo utilizado para analisar práticas que possam afetar o comércio exterior do país. O relatório também inclui temas como comércio digital, propriedade intelectual, etanol e questões ambientais.
Na próxima semana, o senador deverá participar de uma audiência pública promovida pelo USTR para discutir a proposta de novas tarifas sobre produtos brasileiros. O encontro faz parte das consultas realizadas pelo órgão antes de uma eventual decisão sobre medidas comerciais.
Enquanto isso, o governo federal apresentou sua defesa oficial às autoridades americanas, afirmando que o PIX não representa barreira ao comércio internacional nem concede vantagens competitivas indevidas a empresas brasileiras.
A movimentação ocorre em meio às negociações entre os dois países para evitar a aplicação de novas tarifas sobre produtos exportados pelo Brasil ao mercado norte-americano, tema que continua sendo acompanhado por representantes do setor produtivo e pelas autoridades dos dois governos.
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