

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstraram incômodo com a postura adotada pelo chefe do Executivo durante a agenda cumprida em Salvador, na última quarta-feira (2). Segundo a revista Veja, integrantes do Palácio do Planalto orientaram Lula a manter uma postura mais discreta em relação ao senador Jaques Wagner (PT), alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
De acordo com a publicação, interlocutores do presidente avaliavam que demonstrações públicas de proximidade com Wagner poderiam ampliar o desgaste político do governo em meio às investigações e às articulações para a campanha à reeleição.
Apesar da recomendação, Lula fez questão de reforçar sua relação de amizade com o senador durante discurso na Bahia, classificando Wagner como um “irmão”.
“Tem pouca coisa que a gente não escolhe na Bahia. A gente não escolhe pai, mãe, irmão, irmãs. A gente escolhe companheiros, e aqui na Bahia eu tenho companheiros de longa data. O que representa para mim a minha relação com o Jaques Wagner, com o Rui Costa, com o Jerônimo [Rodrigues], com vários deputados que estão aqui, e a minha relação com o Otto [Alencar]. Porque a verdade é que nem todo irmão é um amigo, mas todo amigo é um irmão”, afirmou o presidente.
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