

Durou pouco a alegria de Carlo Ancelotti por conseguir repetir uma escalação no comando da Seleção.
Na primeira vez que alcançou o feito, perdeu Lucas Paquetá, com lesão na coxa, aos 45 minutos da vitória diante do Japão e terá que quebrar a cabeça para definir o time que enfrenta a Noruega, domingo, em Nova Jersey, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Danilo Santos é o substituto imediato, mas há alternativas que serão analisadas a partir do treinamento de quinta-feira.
Para se recuperar do desgaste físico do jogo em Houston seguido de viagem, a comissão técnica deu folga de pouco mais de 24 horas aos jogadores, que se reapresentam no fim da tarde desta quarta-feira. Ou seja, serão três atividades para que o treinador italiano decida quem será o novo titular: Danilo Santos, Fabinho, Ederson, Neymar, Martinelli e Endrick são possibilidades.
A escolha implicará diretamente na formação tática. Caso decida manter a estrutura escolhida para as vitórias contra Haiti, Escócia e Japão, Danilo Santos é o nome até mais óbvio. O volante do Botafogo atua pela mesma faixa do campo de Paquetá, também é canhoto e chegou a ser testado na função ao lado de Bruno Guimarães antes do jogo contra os escoceses. É o favorito para a vaga.
Se a decisão for por um meio de campo mais forte fisicamente e com dois volantes alinhados na cabeça da área, Fabinho e Ederson são as opções que manteriam o 4-3-3 entrando ao lado de Casemiro. Neste cenário, porém, Bruno Guimarães ficaria sobrecarregado na construção e na aproximação aos homens de frente.
No intervalo da vitória sobre o Japão, quando Lucas Paquetá não tinha mais condições, Endrick foi a escolha. Desta maneira, o camisa 19 ficou como referência na área, com Matheus Cunha recuando quase que como um meio-campista em variação entre o 4-3-3 e o 4-2-4. Depois do jogo, Ancelotti falou sobre a possibilidade de repetir a formação, apesar de informações nos bastidores indicarem ser improvável.
Uma mudança para um 4-2-4 mais perceptível seria a entrada de Gabriel Martinelli. O herói da classificação poderia jogar por dentro, como entrou no jogo de Houston, ou até mesmo aberto na esquerda, deslocando Vini para o comando de ataque mais próximo de Matheus Cunha. Foi assim, por exemplo, que o Brasil venceu o Paraguai, em junho do ano passado, em partida que garantiu a vaga na Copa do Mundo.