

O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) afirmou nesta terça-feira (30) que o programa “Brasil Sem Medo” representa uma resposta prática à escalada da violência no país e ao avanço do crime organizado. Ele defende que facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho já atuam com características semelhantes às de organizações terroristas.
Em nota sobre o debate em torno da proposta apresentada pelo senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), o parlamentar disse que a iniciativa “não nasceu para atender disputas acadêmicas”, mas para responder a demandas concretas da população. “O programa não nasceu para atender disputas acadêmicas. Nasceu ouvindo o povo real”, afirmou, citando “o comerciante extorquido, a família refém da violência e o trabalhador impedido de circular livremente”.
Alden sustentou ainda que o crime organizado no Brasil já não pode mais ser tratado como criminalidade convencional. “Hoje, facções como PCC e Comando Vermelho não podem mais ser analisadas apenas sob a ótica tradicional do crime comum. Estamos diante de organizações criminosas altamente estruturadas, com atuação nacional e internacional”, afirmou.
Classificação do PCC e CV como terroristas
Na avaliação do deputado, a recente classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas por autoridades norte-americanas reforça a dimensão dessas facções.
“Não deve ser interpretada como ameaça à soberania brasileira, mas como reconhecimento de uma ameaça concreta à segurança internacional”, disse.
O parlamentar também criticou o que chama de excesso de discussões conceituais no debate sobre segurança pública e afirma que há urgência na resposta do Estado.
“Enquanto parte da imprensa, da academia e de setores jurídicos insiste em debates conceituais, a realidade impõe urgência. O crime organizado continua avançando, recrutando jovens e dominando territórios”, afirmou.



