O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou nesta terça-feira (30) que se sentiu ameaçado pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) após manifestações públicas em que ela cobrou a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 — regime que prevê seis dias de trabalho para um de descanso.
A PEC, já aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio, segue sem andamento no Senado. Segundo Alcolumbre, a matéria deve voltar à pauta apenas após o recesso parlamentar, previsto para 18 de julho.
Durante sessão no plenário, o senador criticou o tom das cobranças feitas pela parlamentar, afirmando que declarações em eventos públicos teriam extrapolado o campo da pressão política. Sem citar nomes diretamente, ele disse que a fala de “pressão” e o uso de expressões como “Fora, Alcolumbre” em um trio elétrico configurariam, em sua avaliação, uma forma de ameaça.
As declarações atribuídas a Erika Hilton foram feitas no início de junho, durante a Parada LGBT+ em São Paulo, quando a deputada defendeu a mobilização popular para acelerar a tramitação da proposta no Senado. Na ocasião, ela afirmou que o país deveria discutir mais tempo de descanso e melhores condições de trabalho.
A assessoria de Alcolumbre indicou que as críticas foram direcionadas à deputada, embora o presidente do Senado não tenha citado nomes diretamente no discurso.
A PEC da escala 6×1 segue em fase inicial de análise no Senado e ainda não tem relator ou data definida para votação.
Utilizamos cookies para garantir que lhe proporcionaremos a melhor experiência no nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você está satisfeito com ele.