

Os índices futuros dos EUA operam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira (26), pressionados pela intensificação de uma onda global de vendas de ações de tecnologia em meio a crescentes preocupações com o aumento do custo da infraestrutura de inteligência artificial.
Os futuros do Nasdaq caíam 0,78%, enquanto os do S&P 500 recuavam 0,24% após fecharem em baixa na quinta-feira, pela quarta vez consecutiva nesta semana. Os contratos do Dow Jones, que inclui menos empresas de tecnologia, operava em leve alta.
As apreensões ganharam força depois que a Apple (AAPL34) elevou os preços de MacBooks e iPads, reforçando o receio de que o encarecimento da cadeia de suprimentos comece a ser repassado aos consumidores e afete a demanda por produtos de tecnologia.
Estados Unidos
Na agenda de indicadores, os investidores estarão atentos aos estoques atacadistas preliminares de maio e ao índice final de confiança do consumidor da Universidade de Michigan, referente a junho.
Veja o desempenho dos mercados futuros:
Europa
Os mercados europeus operam em baixa, com o ressurgimento de preocupações sobre a sobrevalorização das ações de tecnologia. Apesar da queda, as ações europeias caminham para a terceira semana consecutiva de ganhos, impulsionadas pela queda dos preços do petróleo, que beneficiou empresas dos setores de varejo e turismo.
Ásia-Pacífico
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam no vermelho, com os aumentos de preços da Apple afetando negativamente o sentimento em relação ao setor de tecnologia, desencadeando uma onda de vendas na Coreia do Sul e em Taiwan e levantando novas dúvidas sobre a sustentabilidade da recuperação impulsionada pela inteligência artificial.
Commodities
Os preços do petróleo operam baixa superior a 3%, com investidores ignorando as novas tensões com o Irã e focando nas perspectivas de oferta. As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa, pressionados pelo aumento dos estoques nos portos e pela queda no consumo de aço na China, além da redução das taxas de frete globais.
Bitcoin
(Com Reuters e Bloomberg)
Fotógrafo: Michael Nagle/Bloomberg